
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve dois dos seus efectivos, afectos às direcções provinciais do Cuanza Norte e do Icolo e Bengo, por violação grave das normas de conduta, no âmbito da estratégia de reforço da disciplina e da “pureza interna” do órgão, informou ontem a instituição.
Em nota de imprensa, em posse do Imparcial Press, o SIC refere que as detenções ocorreram nos dias 6 e 10 de Fevereiro, nos municípios do Cazenga, em Luanda, e do Calumbo, na província do Icolo e Bengo, na sequência de denúncias apresentadas contra os agentes.
Segundo o comunicado, um dos efectivos, colocado no SIC Cuanza Norte, foi detido por ter efectuado disparos de arma de fogo no interior de um estabelecimento comercial no município do Cazenga, no passado dia 1 de Fevereiro. Os disparos atingiram um cidadão nacional, que recebeu assistência médica.
O segundo efectivo, pertencente ao SIC Icolo e Bengo e que exercia funções de chefe do Departamento de Investigação Criminal do município do Cabo Ledo, foi detido após uma denúncia divulgada nas redes sociais, posteriormente confirmada pelas autoridades.
O agente é acusado de envolvimento na invasão de terrenos pertencentes a populares no município do Calumbo, num incidente que resultou ainda na retenção, pela população, de outros três indivíduos durante uma contenda.
Face à gravidade dos factos, foi emitida ordem de detenção contra os dois oficiais, tendo sido igualmente apreendida a arma utilizada no caso dos disparos. Ambos já foram apresentados ao Ministério Público para os trâmites legais subsequentes.
O SIC informou ainda que estão em curso os respectivos processos disciplinares, que poderão culminar na aplicação de sanções severas, incluindo a expulsão da corporação.
No comunicado, o Serviço de Investigação Criminal reafirma o seu compromisso com a legalidade, a verdade e a justiça, sublinhando que a conduta dos seus efectivos deve ser exemplar, tanto no exercício das funções como na vida privada, com respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
A instituição agradece igualmente a colaboração da população e apela à continuidade das denúncias de actos que atentem contra a ordem e a tranquilidade públicas.