
Os seguranças prestadores de serviço na Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) no Bié reclamam cinco meses de salários em atraso, e, como protesto, impediram, nas primeiras horas de hoje (terça-feira, 13) funcionários e clientes de entrarem na instituição.
Pertencentes à empresa de segurança privada “JF.AP”, os mesmos alegam estar a viver momentos críticos, sobretudo alimentar. No total são 121 trabalhadores, que auferem um salário de 40 mil kwanzas/mês.
Afonso Catungo, um dos seguranças, revela não saber o que fazer para garantir o sustento da família, com o agravante de não haver pronunciamentos favoráveis quando ao pagamento dos ordenados por parte da empresa.
“As famílias estão a sofrer com fome, alguns colegas as suas esposas saíram de casa, tudo porque os maridos não conseguem sustentar o lar”, lamentou.
Outro manifestante, que pediu anonimato, adiantou que a ENDE assegurou que já pagou o dinheiro à “JF.AP”, informação negada pelo chefe da empresa.
“Este e outros factores, como por exemplo, a ausência de alimentação no serviço, assistência médica e outros apoios em casos de problemas no seio das famílias, acrescentou, fizeram com que nós os seguranças promovêssemos essa manifestação, para despertar a sociedade e não só da triste situação em que estamos mergulhados”, explicou.
Já Avelino Cláudio, responsável da empresa de segurança privada “JF. AP” no Bié, responsabilizou a ENDE, por não honrar com os compromissos, situação que deixa a empresa sem capital para pagar os salários em atraso.
Dos seis meses em atraso, adiantou, a ENDE pagou a factura de apenas um mês, na semana passada, quando havia promessas de liquidar todo o valor.
Questionado sobre o assunto, o director da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) no Bié, João Maria Domingos Buco, sublinhou que esta instituição não tem nenhum vínculo contratual com os seguranças, mas sim com a “JF.AP.”
Ainda assim, avançou que o contrato entre ambas empresas foi firmado em Luanda e não localmente (Cuito).
in Angop