
O Ministério das Finanças emitiu Obrigações do Tesouro no valor global de 170 mil milhões de kwanzas, equivalentes a cerca de 186,4 milhões de dólares, para a capitalização da TAAG Linhas Aéreas de Angola, no quadro do plano de sustentabilidade financeira e transformação da transportadora para o exercício económico de 2026.
Segundo uma nota de imprensa da companhia aérea nacional, a operação enquadra-se no regime jurídico aplicável à capitalização de empresas de domínio público e integra as medidas estruturantes destinadas ao reforço da solidez financeira da TAAG, em linha com o seu programa de reestruturação e crescimento sustentável.
De acordo com a empresa, a operação não corresponde a uma injecção directa de liquidez, mas sim à emissão de dívida pública pelo Estado, posteriormente transferida para a TAAG, num mecanismo que visa reforçar os capitais próprios da companhia e melhorar a sua capacidade de resposta operacional.
A companhia refere que o reforço de capital deverá permitir consolidar a base financeira, optimizar a gestão de recursos e criar condições para ganhos de eficiência, fiabilidade e qualidade dos serviços prestados aos passageiros e clientes.
Entre as prioridades apontadas estão o aumento da disponibilidade operacional da frota e a expansão sustentável da rede de destinos, com o objectivo de melhorar a conectividade regional e internacional da transportadora.
Citado no documento, o presidente do conselho de administração da TAAG, Clóvis Rosa, considera que a operação representa “um passo estruturante no processo de reequilíbrio financeiro” da empresa, acrescentando que o reforço de capital permitirá acelerar o processo de modernização e transformação da companhia.
A operação surge num contexto em que a TAAG continua a ser alvo de sucessivos esforços de reestruturação empresarial e financeira, no âmbito das reformas do sector empresarial público.
A companhia foi transformada em sociedade anónima de capitais maioritariamente públicos em 2018, passando a operar sob um novo modelo societário e com metas de recuperação financeira e melhoria de desempenho.
A emissão agora anunciada também se insere numa prática já utilizada anteriormente pelo Estado angolano para apoiar financeiramente a companhia aérea, incluindo emissões especiais de dívida pública destinadas à sua capitalização.
A TAAG sustenta que a gestão dos recursos provenientes desta operação deverá apoiar investimentos estruturantes e alinhar a companhia com as melhores práticas internacionais do sector da aviação, num momento em que o executivo procura reforçar o papel da transportadora no apoio à mobilidade e ao desenvolvimento económico do país.