
A Polícia Nacional deteve, nesta segunda-feira, 18, no município do Calumbo, província de Icolo e Bengo, uma mulher de 36 anos, identificada por Madalena Tambua, suspeita de importunação sexual contra uma criança de três anos, filha da sua entidade patronal.
A detenção ocorreu após denúncia apresentada pelos pais da menor. A suspeita, grávida de cinco meses, foi apresentada à imprensa na Esquadra do Zango 0, onde terá confessado os factos quando confrontada pela família, de acordo com o relato dos pais à polícia.
Segundo o porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional em Icolo e Bengo, intendente Euler Matari, a mulher trabalhava há cerca de sete anos como empregada doméstica na residência da família e era responsável pelos cuidados da criança durante a ausência dos progenitores.
As autoridades indicam que a suspeita é acusada de obrigar, de forma recorrente, a menor a praticar actos de natureza sexual, ou seja, lamber os seus órgãos genitais.
“O caso chegou ao conhecimento da polícia por via de denúncia dos pais da vítima, após a criança ter relatado os factos à mãe”, afirmou o responsável policial.
A mãe da criança, Carla de Oliveira, disse que a situação foi descoberta no domingo, quando a filha, ao seu colo enquanto assistiam televisão, começou a descrever os alegados abusos e a indicar o local onde teriam ocorrido.
A família registou o testemunho da menor e, na segunda-feira, confrontou a empregada na presença do pai, momento em que esta terá admitido a prática dos actos, segundo o relato dos pais.
Posteriormente, a família conduziu a suspeita à Esquadra do Zango 0, onde foi formalizada a detenção. As autoridades adiantaram que a mulher deverá ser presente ao Ministério Público para os procedimentos legais subsequentes.
O intendente Euler Matari apelou aos pais e encarregados de educação para reforçarem os critérios de selecção de trabalhadores domésticos e manterem uma vigilância atenta a sinais comportamentais emitidos pelas crianças. “É importante que os pais estejam atentos a alterações de comportamento e mantenham diálogo constante com os filhos”, alertou.
O caso tem gerado forte consternação social na região, pela idade da vítima e pela relação de confiança entre a família e a suspeita. A mãe da menor pediu justiça e afirmou desconhecer se os alegados abusos ocorreram noutras ocasiões.