Angola regista 14 casos positivos de Mpox
Angola regista 14 casos positivos de Mpox
Mpox crianca

Angola registou, desde Novembro de 2024 até à data presente, 14 casos de Mpox (varíola dos macacos), informou, segunda-feira, o chefe do Departamento de Higiene e Vigilância Epidemiológica da Direcção Nacional de Saúde Pública, tendo aconselhado a população a manter a calma, num período em que se assinalam novas ocorrências.

Eusébio Manuel explicou que o primeiro caso foi identificado no dia 16 de Novembro de 2024, no município do Cazenga, em Luanda. Desde então, avançou, os serviços sanitários têm vindo a monitorizar e a registar novos casos em diferentes províncias do país.

De acordo com o responsável, a província do Uíge lidera as estatísticas, com cinco casos confirmados, seguida de Luanda com quatro, Cabinda reportou dois casos, Cuanza–Norte, Icolo e Bengo e Zaire com uma ocorrência cada.

O especialista explicou que, para mitigar a propagação do vírus, o país conta desde 2024 com um Plano Nacional de Contingência para o Controlo e Resposta à Mpox, criado pelo Ministério da Saúde (MINSA), em coordenação com a Organização Mundial da Saúde, (OMS) e os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África).

“O plano multissectorial tem como foco a vigilância epidemiológica, reforço do controlo nas fronteiras e rastreio de contactos directos de casos suspeitos e confirmados, bem como o isolamento dos pacientes infectados”, disse.

Além destes métodos, acrescentou, o plano integra equipas de resposta rápida e a activação de equipas multidisciplinares a nível central e provincial, com foco nas províncias de Luanda e do Uíge, salientando que os casos confirmados ou suspeitos são isolados em unidades sanitárias especializadas, como o Centro Especializado de Tratamento de Endemias e Pandemias (CETEP), em Luanda.

O plano orienta, ainda, a formação dos profissionais de saúde para melhor identificação da doença.

Relativamente às medidas de precaução, Eusébio Manuel frisou que a Direcção da Saúde Pública recomenda a população a efectuar a higienização regular das mãos com água e sabão ou álcool em gel, não compartilhar objectos pessoais, cozer bem os alimentos, evitar ingerir carnes cruas e sangue de animais.

“Muitas pessoas pensam que o caso diagnosticado recentemente, na província do Uíge, é o primeiro, mas não é verdade”, disse, acrescentando que “as autoridades sanitárias continuam a trabalhar para reforçar as acções de vigilância epidemiológica, rastreio de contactos e sensibilização das comunidades, com o objectivo de conter a propagação da doença e evitar alarmismo social”, realçou.

O responsável apelou à população para manter a calma e colaborar com as autoridades em casos de identificação de sintomas da doença.

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