
O preço de venda ao público do gasóleo em Angola vai aumentar de 400 para 420 kwanzas por litro a partir das 00h00 deste sábado, anunciou o Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP), no quadro do processo de ajustamento gradual dos preços dos combustíveis.
Segundo uma nota do regulador, o novo preço representa um acréscimo de 20 kwanzas por litro face ao valor atualmente praticado, mantendo-se inalterados os preços da gasolina, do petróleo iluminante e do gás de petróleo liquefeito (GPL).
A medida insere-se na política de retirada gradual dos subsídios aos combustíveis, iniciada pelo Executivo angolano em 2023, com o objetivo de aproximar os preços internos dos níveis praticados nos mercados internacionais e reduzir o peso dos subsídios nas contas públicas.
O aumento agora anunciado surge poucos meses depois da última atualização do preço do gasóleo, que passou de 300 para 400 kwanzas por litro, no âmbito do mecanismo de ajustamento flexível previsto na legislação sobre os derivados do petróleo.
Desde o início da reforma dos subsídios, o preço do gasóleo registou uma subida acumulada superior a 200%, tendo passado dos 135 kwanzas por litro praticados em 2023 para os atuais 420 kwanzas.
O Executivo tem justificado os reajustes com a necessidade de garantir maior sustentabilidade fiscal, combater o contrabando de combustíveis para países vizinhos e racionalizar o consumo interno.
O gasóleo é um dos combustíveis mais utilizados nos setores dos transportes, agricultura, indústria e geração de energia, pelo que os sucessivos aumentos têm suscitado preocupações entre operadores económicos e associações de transportadores, devido ao impacto esperado nos custos de produção e no preço final de bens e serviços.
Analistas económicos admitem que o novo reajuste poderá exercer pressão adicional sobre a inflação e sobre os custos de mobilidade das famílias, numa altura em que o país continua a enfrentar desafios relacionados com o poder de compra e a desvalorização cambial.
O IRDP não avançou, para já, com informações sobre eventuais novos ajustamentos dos preços dos combustíveis, limitando-se a referir que o processo continua enquadrado no mecanismo de ajustamento gradual aprovado pelo Executivo.