Advogado Secretário Siamundi acusado de ameaçar de morte senhorio
Advogado Secretário Siamundi acusado de ameaçar de morte senhorio
Secretário Siamundi

O advogado Francisco Secretário Siamundi, patrono da firma de advogados Secretário Siamundi, é acusado de ter ameaçado de morte o proprietário de um apartamento no Kinaxixi, em Luanda, durante um conflito relacionado com a permanência no imóvel após o fim do contrato de arrendamento.

A acusação é feita por Carlos Sango, proprietário do apartamento T2, que afirma ter arrendado o imóvel, em Outubro de 2025, ao escritório de advocacia.

Segundo o senhorio, o acordo inicial foi celebrado por seis meses e posteriormente prorrogado por igual período, tendo terminado a 1 de Fevereiro de 2026.

Sango diz que comunicou, três meses antes do fim do prazo, que não pretendia renovar o contrato, por necessitar da residência. Contudo, a arrendatária, a advogada Branca Taty, terá alegado que a realização de obras de benfeitoria permitiria prolongar a permanência no imóvel.

O proprietário afirma que, posteriormente, Francisco Secretário Siamundi assumiu directamente a disputa e recusou-se a abandonar o apartamento, alegando que o contrato seria válido até 2030.

Sango relata ainda que o advogado terá invocado a sua profissão para afirmar que “nada lhe acontece” e que poderia recorrer às autoridades que entendesse.

A situação agravou-se durante uma intervenção policial. Segundo uma fonte ligada à Direcção de Investigação de Ilícitos Penais, Francisco Secretário Siamundi terá, na presença de efectivos da Polícia, proferido ameaças de morte contra o proprietário, incluindo uma alegada referência ao uso de arma de fogo.

Apesar da gravidade da acusação, a mesma fonte afirma que não foi instaurada, naquele momento, uma queixa-crime contra o advogado por causa das alegadas ameaças.

O episódio terá ocorrido depois de as autoridades serem chamadas a intervir no conflito entre o senhorio e os ocupantes do imóvel.

Ainda segundo a fonte, a Polícia terá determinado o encerramento do escritório do advogado, tendo a porta sido posteriormente dessoldada, permitindo que a actividade profissional continuasse normalmente.

As partes terão sido encaminhadas para uma esquadra, onde, segundo a mesma fonte, Francisco Secretário Siamundi não conseguiu apresentar documentação escrita que comprovasse a existência de um contrato de arrendamento até 2030 ou autorização para as alegadas obras realizadas no imóvel.

Carlos Sango considera que o comportamento do advogado configura uma tentativa de permanecer num imóvel que, segundo ele, já deveria ter sido entregue.

O proprietário diz ainda desconhecer as razões pelas quais o processo que corre na 2.ª Secção da Sala do Cível do Tribunal da Comarca de Luanda se encontra sem decisão.

O Imparcial Press deverá procurar a versão de Francisco Secretário Siamundi e da advogada Branca Taty sobre o conflito, as condições do arrendamento e a alegada ameaça contra o proprietário.

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