TAAG esquece delegação da Provedoria de Justiça no aeroporto de Luanda
TAAG esquece delegação da Provedoria de Justiça no aeroporto de Luanda
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A TAAG deixou “inadvertidamente” na sala de embarque do protocolo de Estado uma delegação da Provedoria de Justiça, chefiada pela então provedora Florbela Araújo, que acabou por perder o voo para o Kuito, tendo a companhia aérea gasto 2,394 milhões de kwanzas para assegurar o transporte da comitiva por estrada, segundo fontes do Imparcial Press.

O incidente ocorreu em 25 de Agosto de 2025, quando a delegação, constituída por quatro elementos, se encontrava no aeroporto de Luanda para viajar para o Kuito, província do Bié.

Segundo a Comunicação Interna n.º 0212/DOT/2025, de 10 de Setembro de 2025, a delegação tinha realizado o check-in para o voo, mas permaneceu na sala de embarque do protocolo de Estado e acabou por não embarcar.

A TAAG justifica o incidente com constrangimentos registados na operação aeroportuária, relacionados com “tumultos gerados pelos passageiros de Cabinda”, que terão provocado o cancelamento de dois voos e afectado a operação.

Perante a situação, a companhia encaminhou os quatro elementos da delegação para um voo com destino ao Huambo, de onde seguiram por estrada para o Kuito.

Para garantir a deslocação, a TAAG contratou duas viaturas da marca Prado durante três dias, destinadas ao transporte da delegação na ida e no regresso.

A operação representou um custo de 2.394.000 kwanzas, cuja factura foi encaminhada para pagamento à Direcção de Finanças Corporativas da companhia.

Na comunicação, a Direcção de Operações de Terra justifica a contratação das viaturas como uma medida necessária para assegurar a continuidade da viagem da delegação e preservar a imagem institucional da TAAG.

O documento foi aprovado pelo então administrador executivo para as Operações da TAAG, Iuri Miguel Guerra Neto.

À data do episódio, Florbela Araújo exercia o cargo de Provedora de Justiça, função que ocupou entre 2021 e Junho de 2026.

A comunicação interna não esclarece, contudo, quem foi responsabilizado pelo facto de a delegação ter permanecido na sala de embarque e perdido o voo, nem se foram tomadas medidas internas para evitar a repetição de situações semelhantes.

Também não consta do documento qualquer indicação de que o valor gasto com o transporte terrestre tenha sido posteriormente imputado aos responsáveis pelo incidente.

O caso fica, assim, marcado por uma falha operacional que obrigou a TAAG a alterar o percurso de uma delegação oficial e a assumir uma despesa adicional de 2,394 milhões de kwanzas para garantir que os quatro integrantes chegassem ao destino.

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