
A embaixadora extraordinária e plenipotenciária de Angola em França, Guilhermina Contreiras da Costa Prata, de 74 anos, que regressou este mês a Paris, depois de quase dois meses de ausência da missão diplomática, estará a apresentar sinais de falhas de memória.
Segundo fontes do Imparcial Press, os alegados sintomas, associados à doença de Alzheimer, começaram a manifestar-se no ano passado e terão adquirido novos contornos nos últimos meses.
Um dos episódios mais recentes terá ocorrido horas antes do início da primeira Cimeira Internacional do Espaço, realizada no Grand Palais, em Paris, por iniciativa do Presidente francês, Emmanuel Macron.
Angola esteve representada no evento por uma delegação chefiada pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, em representação do Presidente João Lourenço.
De acordo com as fontes do Imparcial Press, à chegada da delegação ao local do evento, Guilhermina Prata terá procurado insistentemente o seu credencial de acesso, sem se aperceber de que este se encontrava colocado no seu próprio pescoço.
Conforme os mesmos relatos, a embaixadora terá ordenado ao motorista que regressasse à sede da Embaixada de Angola em França para procurar o documento, situação que terá causado perplexidade entre os membros da delegação.
Outro episódio relatado terá ocorrido no final de um dia de trabalho, quando a diplomata se preparava para entrar na viatura que a transportaria para a residência oficial. Guilhermina Prata terá questionado um segurança sobre a razão da sua presença naquele posto, apesar de o funcionário estar de serviço.
“Ela, estranhamente, perguntou ao segurança o que estava a fazer naquele posto, que anteriormente era ocupado pelo antigo funcionário Eduany Araújo, que ela mesma despediu em Julho do ano em curso”, relatou a fonte.
“O indagado nem sabia como responder à embaixadora, sob pena de correr o risco de ser despedido por justa causa, como já ocorreu noutros casos”, acrescentou.
As mesmas fontes recordam ainda um episódio ocorrido no início deste ano, envolvendo o motorista pessoal da embaixadora, que a Paris em 2023, proveniente de Luanda.
Segundo os relatos, Guilhermina Prata terá solicitado ao motorista que fosse buscar uma viatura protocolar da marca Range Rover para a transportar até à residência.
Depois de o motorista preparar o veículo, a embaixadora terá manifestado desagrado, afirmando que pretendia utilizar um Mercedes-Benz. O motorista terá optado por não contrariar a diplomata e deslocou-se novamente para buscar a viatura pretendida.
Os relatos incluem ainda outros episódios ocorridos na residência oficial, nomeadamente situações em que a embaixadora terá ficado irritada depois de se esquecer de determinados assuntos.
“Já chegou a partir quadros e outros objectos da residência oficial, irritadamente, só porque se esqueceu de algo, e liga para a área das Finanças da Embaixada para repor, culpando os funcionários domésticos por terem quebrado”, afirmam as fontes do Imparcial Press.
Os funcionários associam estes episódios à possibilidade de a diplomata apresentar sintomas de Alzheimer, uma enfermidade neurodegenerativa que pode afectar progressivamente a memória, a linguagem, a capacidade de orientação e outras funções cognitivas.
Entre os sintomas frequentemente associados à doença estão dificuldades em reter novas informações, repetição de perguntas, esquecimento de compromissos, desorientação, dificuldade em encontrar palavras e alterações de comportamento.