Administradora da TAAG ameaça grevistas com reforma compulsiva
Administradora da TAAG ameaça grevistas com reforma compulsiva
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A administradora para as áreas Jurídica, Capital Humano e Responsabilidade Social da TAAG, Neide do Rosário Pinto Teixeira, terá ameaçado com a reforma compulsiva trabalhadores que aderiram à greve dos técnicos de manutenção de aeronaves, numa tentativa de pressionar o Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (STMA) a suspender a paralisação iniciada a 11 de Outubro, soube o Imparcial Press.

Os grevistas contestam igualmente a política de contratação da companhia aérea, acusando a administradora de favorecer familiares, alegadamente admitidos com salários superiores aos auferidos por trabalhadores com mais anos de serviço.

“Como é possível que o pessoal que trabalha na área operacional ganhe menos do que os recém-contratados para áreas administrativas?”, questionam os trabalhadores, que pedem a intervenção das entidades competentes para corrigir as alegadas disparidades salariais.

Os funcionários em greve criticam também a actuação do ministro dos Transportes, Ricardo Daniel Sandão Queirós Viegas de Abreu, a quem acusam de não intervir para resolver os problemas laborais na companhia.

“Infelizmente, a Neide Teixeira é intocável, mesmo fazendo muitas borradas na TAAG”, lamentam, numa declaração que traduz a insatisfação dos trabalhadores face às ameaças e a gestão da empresa.

Apesar das críticas, os grevistas afirmam manter expectativas em relação ao presidente do Conselho de Administração, Clóvis Rosa, esperando que a sua actuação contribua para uma solução do conflito.

Os trabalhadores criticam ainda declarações atribuídas ao presidente da Comissão Executiva (PCE), Miguel Carneiro, segundo as quais os sindicatos poderiam fazer greve sem que daí resultassem mudanças.

Na perspectiva dos funcionários, estas declarações terão contribuído para aumentar a apreensão entre trabalhadores, sobretudo entre aqueles que receiam perder os cargos de chefia.

Os grevistas responsabilizam igualmente o ministro dos Transportes pela situação que dizem viver na TAAG, denunciando irregularidades na gestão da companhia e afirmando que a empresa enfrenta uma situação sem precedentes.

Segundo as mesmas fontes, os grevistas contestam igualmente os critérios de contratação e as diferenças salariais entre funcionários com vários anos de serviço e trabalhadores recentemente admitidos.

A greve dos técnicos de manutenção está prevista para decorrer em quatro fases até Dezembro, no âmbito de um diferendo entre a administração da companhia aérea e o Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (STMA).

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