
Desde que a equipa de advogados da UNITA remeteu ao Tribunal Constitucional o devido processo de contencioso eleitoral, tenho sido muito questionado por cidadãos e cidadãos de vários estratos sobre se acredito que o Tribunal Constitucional fará justiça eleitoral, ou seja, se tal instituição limitar-se-á a trabalhar no contencioso com base na lei, nos factos e nas evidências.
Faço a minha resposta em sede das seguintes linhas de análise:
1. A Juíza-Conselheira Presidente do TC, Laurinda Cardoso, tem um histórico de obediência canina ao seu chefe João Manuel Gonçalves Lourenço;
2. Um grupo de juízes do TC recebeu, cada um, o valor nababesco de 100 000 000,00 de kwanzas e um anel de diamante;
3. O TC tem um histórico em que nunca deliberou nada contra a CNE e o MPLA.
Portanto, não acredito que o Tribunal Constitucional fará justiça eleitoral. A credibilidade do TC é zero.
Todavia, a UNITA, na sua estratégia de luta pela reposição da verdade eleitoral, tem de passar por todas as fases, a saber, administrativa (CNE) e judicial (TC). À luz do que apontei acima, não é crível que o TC, cuja credibilidade vale tanto quanto acreditar que o Rato Mickey é amigo pessoal do Bonga, faça justiça eleitoral. É daí que a UNITA accionará a fase seguinte da sua estratégia, que é de ordem política.
PS: o TC só realizará o milagre de fazer justiça eleitoral se, devidamente orientado pelo chefe do regime, for esta a saída para evitar o descalabro que se traduzirá o isolamento internacional e no bloqueio das sanções dos Estados Unidos da América e da União Europeia, porquanto, não é segredo nenhum que estão em andamento diligências neste sentido. O cerco é interno e internacional.

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