
O director provincial do Serviço de Investigação Criminal de Luanda, o comissário de investigação criminal Fernando Manuel Bambi Receado, foi proposto ontem (quinta-feira, 19), em Luanda, para ocupar o cargo de director geral adjunto do Serviço de Investigação Criminal.
Segundo as informações, a pretensão foi colocada à mesa – pelo ministro do Interior, Eugénio César Laborinho – durante a reunião do Conselho de Segurança Nacional, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, na qualidade de Comandante-Em-Chefe das Forças Armadas Angolanas.
Mas antes, os membros do Conselho de Segurança Nacional analisaram o perfil do comissário Fernando Receado devido às últimas denúncias públicas, segundo as quais, o mesmo estaria ligado à rede do narcotráfico em Angola.
Em sua defesa, o director provincial do SIC/Luanda diz ser alvo de uma campanha “hostil” de elementos internos daquele órgão tutelado pelo Ministério do Interior, que estariam a conspirar contra si.
O portal Club K escreve que o comissário de investigação criminal Fernando Receado notabilizou-se como o elemento que recorria a métodos de torturas e outras práticas sádicas, para colher confissões de detidos durante os interrogatórios. “O que lhe fez ser bem apreciado pelo regime, catapultando a sua rápida promoção”.
As denúncias que o envolvem na rede do narcotráfico foram também antecedidas por antigos reparos, segundo os quais, estaria a ter um estilo de vida não compatível ao seu salário.
Vive num apartamento no edifício R12, na centralidade do Kilamba, porém, alega-se que um intermediário estaria, em seu nome, a negociar a compra de dois apartamentos em Lisboa, Portugal, onde passou a visitar duas vezes ao ano.
Um antigo membro do grupo HDA identificado por “Man Gena” revelou recentemente ao programa “Kassumuna”, nas redes sociais, que Fernando Receado é protegido do ministro do Interior.