Mais de 50% de medicamentos vendidos em Angola tem origem duvidosa e sem qualidade
Mais de 50% de medicamentos vendidos em Angola tem origem duvidosa e sem qualidade
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A directora-geral da Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (ARMED), Katiza Mangueira, denunciou, hoje, sexta-feira, 20, em Luanda, a existência de muitos fármacos contrafeitos em Angola.

Ao intervir no primeiro encontro com importadores de medicamentos, a responsável afirmou que mais de 50 por cento do material, em circulação pelo país, tem origem duvidosa por causa da qualidade do produto.

Segundo a mesma, é importante que se faça um trabalho conjunto com os importadores, no sentido de se travar a entrada de medicamentos falsos.

Convidou, por isso, os agentes importadores a empenharem-se nesse combate, por forma a salvaguardar a vida dos consumidores.

Apesar de ainda não haver um laboratório próprio para avaliação dos medicamentos, o controlo da entrada dos medicamentos é feito através de mini laboratórios portátil, o que tem ajudado no controle.

“O nosso laboratório está a ser construído, dentro de mais ou menos três anos o país já contará com um laboratório capacitado, mas, não significa que não estamos a trabalhar, com os mini laboratórios portáteis, temos conseguido detectar muitos medicamentos falsificados”, destacou.

Noutro domínio, disse que Angola já está a registar medicamentos, sendo que a primeira lista será divulgada em Junho.

A prioridade, avançou, para o grupo terapêutico como antimaláricos, antirretrovirais e tuberculose.

A ARMED é um estabelecimento público com personalidade jurídicas, dotada de autonomia administrativa, patrimonial e financeira, encarregue de desenvolver acções de regulação, regulamentação, orientação, licenciamento, fiscalização e controlo das actividades no domínio dos medicamentos de uso humano e das tecnologias de saúde, visando garantir a sua qualidade e segurança.

in Angop

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