
O mundo celebrou na quinta-feira, 26 de Janeiro de 2023, o Dia Internacional dos Médicos, assinalado todos os anos, data de reflexão sobre o trabalho deste profissionais e em homenagem a estes profissionais.
Em alusão a data, o presidente do Sindicato dos Médicos Angolanos, Adriano Manuel, considera que o médico angolano é escravizado pelo próprio Estado.
“Hoje é um dia que merece para nós uma certa reflexão, porque o médico angolano é o médico pobre, é o médico que vive determinadas condições; é o médico que é escravizado pelo próprio estado. O estado institucionalizou a escravatura nos trabalhadores da saúde, e particularmente o médico angolano, porque para ganhar algum dinheiro sem que redobrar fazer muitos bancos num curto espaço de tempo”.
Ainda para o responsável, “O médico angolano é aquele que não consegue pedir um crédito bancário comprar uma viatura, até para comprar um bom perfume o médico tem alguma dificuldade de o fazer, tendo em conta a exiguidade financeira. É um médico que anda de mota e anda de Kupapata, e alguns de nós já acidentou, ficando mês sem trabalhar, por ter andado de um Kupapata, porque não tem condições, o médico não tem seguro, porque não tem seguro de saúde”.
“O médico angolano vivencia todos os dias mortes nos nossos hospitais, com fortes repercursões para o nosso estado psicológico emocional, uma vez que muitas dessas mortes são mortes evitáveis; é o médico que observa que não tem absolutamente nada ns hospital, não tem meios de diagnósticos na maior parte das vezes, e quando isso acontece não podemos considerar que o médico angolano está bem”, diz Adriano Manuel.
in Unita Angola