Jornalista da TV Zimbo (de 53 anos) condenado a cinco anos de prisão por “estupro” de menor
Jornalista da TV Zimbo (de 53 anos) condenado a cinco anos de prisão por "estupro" de menor
david diogo

Foi esta quinta-feira (23), condenado a cinco anos de prisão pelo Tribunal de Comarca do Benfica, em Luanda, o jornalista da TV ZIMBO, David Diogo, de 53 anos idade, por se ter provado pelo tribunal de ter violado uma adolescente de 17 anos, a 24 de Junho de 2020, no distrito urbano do Cabo-Ledo, no município da Quissama, em Luanda

Na audiência das alegações finais do passado dia 01 de Fevereiro, o Ministério Público pediu a condenação do arguido, “pivot” do jornal da noite da TV Zimbo, e a leitura da sentença desta quinta-feira, o juiz condenou o jornalista porque ficou provada a acusação de ter estuprado uma menor, à data dos factos corresponde 17 anos.

Apesar da condenação de cinco anos, a pena do jornalista fica suspensa devido à interposição de um recurso feito pelo defensor do arguido, o advogado Sérgio Raimundo, que deixa o arguido em liberdade. Porque respondeu no processo em liberdade, o agora condenado irá aguardar a decisão do recurso, ao Tribunal Supremo, nessa mesma condição.

O caso veio à tona em 2020, após a família da jovem ter divulgado um áudio nas redes sociais em que acusava o jornalista.

No áudio que circulava nas redes sociais, a jovem que agora se encontra com 20 anos de ideia, contou que saiu de casa e foi até à zona de Cabo Ledo com intuito de visitar uma amiga, contudo foi impedida de atravessar a cerca sanitária naquele local, imposta pelas autoridades devido às restrições da Covid-19, na altura.

Ainda no registo sonoro, a menor de idade diz que o jornalista da TV Zimbo se ofereceu para ajudá-la e conduziu-a para a sua viatura de marca Land Cruiser, de cor preta, com vidros fumados, onde a estuprou das 18 horas até meia-noite.

A leitura do caso teve início na passada terça-feira, 1° de Novembro de 2020, por volta das 10horas da manhã, a sessão começou com a leitura da acusação e posteriormente audição do réu David Diogo, na 8ª Secção dos Crimes Comuns, do tribunal da Comarca de Belas, no Benfica, a portas fechadas.

Para ajudar na descoberta dos factos, tendo em conta as diferentes versões, o tribunal notificou a enfermeira de Cabo Lêdo, que teve o primeiro contacto com a menina, enquanto ela estava sob os cuidados médicos depois do suposto crime, a fim de ser ouvida na qualidade de declarante.

No mesmo tribunal, haviam cido ouvidos também dois declarantes, sendo um agente do Posto da Polícia da Guarda Fronteira do Cabo Ledo, e um amigo do jornalista David Diogo, apenas conhecido por Hugo, que se encontrava no interior da viatura em que foi levada a menina, no dia que ocorreu o presumível crime.

Mido dos Santos

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