
A economista Exalgina Renée Vicente Olavo Gambôa tentou ludibriar o Presidente da República, João Lourenço, renunciando apenas o cargo de presidente do Tribunal de Contas mas, em contrapartida, continuava como juíza conselheiro deste órgão de justiça, com as mesmas imunidades.
Segundo as informações, a juíza presidente deslocou-se, na última quarta-feira, a Cidade Alta com o intuito de entregar pessoalmente a sua carta de demissão a João Lourenço. Mas este mostrou-se indisponível em recebê-la e orientou um dos seus assessores, Francisco João de Carvalho Neto, para tratar da questão.
Ao analisar a carta de Exalgina, o Presidente da República notou que o seu conteúdo era insuficiente. Pois, na referida carta, a demissionária apenas se abdicava a presidência do Tribunal de Contas, mas, por outro lado, continuava como juíza conselheira daquela instituição.
Sem meias medidas, o Chefe do Estado orientou o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Adão Francisco Correia de Almeida, a deslocar-se no mesmo dia, a sede do Tribunal do Contas, por volta das 18h, para transmitir a “sua comadre” que a carta estava incompleta e que, a mesma, não deveria só renunciar o cargo de presidente do Tribunal de Contas, mas também o seu assento de juíza deste órgão de controle e fiscalização do aparelho do Estado.
Assim que a carta for retificada e remetida novamente ao destinatário [João Lourenço], a Presidência deverá fazer anunciou nos órgãos de comunicação social.
De acordo com as informações, Exalgina Gambôa será substituída temporariamente pela juíza conselheira Domingas Garcia até a realização de um concurso curricular para escolha de um novo líder.
De lembrar que aquando do último concurso curricular para novos juízes conselheiros do tribunal de contas, os juristas Domingas Garcia e José Moreno Pereira da Gama eram os dois primeiros na lista aprovada pelo júri e, consequentemente, pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial.
Na altura, o Presidente do CSMJ, Rui Ferreira, reprovou a decisão da comissão e orientou novo concurso, atropelando os critérios de decisão de casos concretos que estavam já resolvidos.
Foi feito um novo concurso e na qual saiu-se em primeiro lugar, a académica Elisa Rangel, a seguir Domingas Garcia e, na terceira posição ficou Exalgina Gambôa. Na altura registou-se uma tremenda contenda que, quando o documento chegou às mãos do PR, tiveram que inverter, levando a terceira posição para primeira posição. Desta forma, Exalgina que é próxima ao casal presidencial, ficou em primeiro lugar.