
A direcção da empresa “KingMona”, dirigida por Liang Runqiu, é acusada de estar a despedir, anarquicamente, de forma arbitraria e abusiva, vários trabalhadores angolanos, sem qualquer indemnização, em claro violação a Lei Geral do Trabalho. Segundo os lesados, a referida instituição privada faz lavagem de dinheiro e criptomoedas.
A “KingMoma Grupo, Lda.”, contribuinte fiscal nº 5417142883, com sede no bairro Capalanga, município de Viana, em Luanda, é representada pelo seu sócio-gerente Liang Runqiu, é acusada de maltratar trabalhadores e cessar de forma abusiva os contratos de trabalhos.
Laura Ngongo Manuel Jorge, antiga trabalhadora desta empresa, revela que a empresa não honrou com o seu compromisso depois de a despedir de forma arbitrária e abusiva. Antes de ser despedida, a mesma foi acusada de ter desviados os extintores da empresa.
A lesada conta que, a direcção da referida empresa incumbiu-lhe a responsabilidade de distribuir uma caixa de extintores para fazer distribuição aos trabalhadores com viaturas e esta, por sua vez, distribuiu 14 extintores e o que restou deixou no seu gabinete. E no dia seguinte foi notificada pela empresa, alegando o desaparecimento dos restantes extintores.
Por este facto, a empresa exigiu a Laura Jorge pagasse pelo desaparecimento dos extintores um valor de 102 mil kwanzas. Curiosamente, ela ganhava apenas 40 mil kwanzas. “Entregaram-me uma caixa, mas o chinês diz que eram duas”, acrescentou.
A empresa é igualmente acusada de maltratar os trabalhadores, sobretudo vindo da província da Huíla. De acordo com a denunciante, existem trabalhadores que dormem em condições desumanas e sem uma alimentação adequada. “É uma autêntica escravatura aos nossos irmãos. Os chinês não respeitam ninguém”, atirou.
Uma outra fonte diz que a empresa KingMona Lda, vocacionada na montagem de cabos de telecomunicações, também faz lavagem de dinheiro e a produção de cripto moeda.
Na sua sede, no bairro Capalanga, existe uma sala onde o acesso ao interior é por código. “Confirmo que os chinês produzem criptomoeda sem o conhecimento das autoridades”, disse a fonte.
in Verdades