
O Presidente da República, João Lourenço, exonerou hoje (segunda-feira, 20), em Luanda, Francisco João de Carvalho Neto do cargo de secretário do Presidente da República para os Assuntos Judiciais e Jurídicos, por o ter feito, na semana passada, reconduzir (exonerou e depois nomeou) um antigo administrador do Caminho-de-Ferro de Luanda, E.P que faleceu há quase três anos.
Noutro diploma, o Chefe de Estado nomeou Edilson Paulo Agostinho para o cargo de secretário do Presidente da República para os Assuntos Judiciais e Jurídicos.
Na passada quinta-feira, 16, o Imparcial Press noticiou, em primeira mão, que o chefe do Executivo havia reconduzido ao cargo de administrador não executivo do Conselho de Administração da empresa do Caminho de Ferro de Luanda, E.P, Rufino Manuel da Conceição Júnior, que faleceu a 30 de Setembro de 2020, vítima de doença prolongada.
No dia seguinte (sexta-feira, 17), a Secretaria para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa do Presidente da República (cujo responsável é o jornalista Luís Fernando) esclareceu o imbróglio, atribuindo a exclusiva responsabilidade ao exonerado secretário para os Assuntos Jurídicos e Judiciais do Presidente da República, Francisco João de Carvalho Neto.
A nota (curta e objectiva) publicada na página do Facebook da Presidência da República, informava o seguinte:
“Leva-se a conhecimento público que a divulgação ontem de um diploma com o nome de um antigo administrador do Caminho de Ferro de Luanda já falecido foi de única e exclusiva responsabilidade do Secretário para os Assuntos Jurídicos e Judiciais do Presidente da República.“
Coincidentemente, no mesmo dia, o Presidente da República acabava de regressar ao país, depois de ter efectuado uma visita oficial de quatro dias ao Japão, a convite das autoridades locais, onde manteve encontros informais com o Imperador Naruhito e com o Primeiro-Ministro, Fumio Kishida, em companhia da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço.
Em backstage, já se murmurava que João Lourenço não haveria de perder tempo com explicações e muito menos com desculpas. A única saída que Carvalho Neto tinha era demitir-se do cargo e sair do palácio da “Cidade Alta” pelos os próprios pés. Mas não fê-lo. Optou passar pela humilhação de ser demitido por quem o nomeou no ano passado.
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