
A Direcção Politica da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC-FAC) digno defensor legítimo do Povo de Cabinda, pelo qual resiste há 49 anos, contra o regime ocupacionista do MPLA, reunida no dia 23 de Março de 2023, concluiu:
1 – Que com o regime ilegal do MPLA em Cabinda, iniciado à 2 de Novembro de 1974, o conflito não vislumbra o seu termo, uma vez ser auto-financiado politico e militarmente com os rendimentos dos recursos usurpados à exploração do petróleo local, igualmente fonte digna da corrupção e enriquecimento desonesto das suas elites.
2 – Só com uma justiça fiel e honesta, se pode confiar no segurança de um país democrático e de direito, contrariamente ao que se verifica no Estado déspota e regime do MPLA, onde o seu presidente, é tão protector dos seus comparsas, quanto eram Oliveira Salazar e Marcelo Caetano, durante o Estado Novo, em cuja Constituição, Cabinda ainda é a colônia ultramarina vigente, pois ainda conserva os seus Símbolos de soberania, aguardando pelo Marcelo da era democrática.
Um Estado, com uma justiça corrupta, não tem instituições sérias, para a defesa e segurança dos cidadãos e da economia. É falhado, desgovernado e intenacionalmente descredibilizado.
3 – A FLEC-FAC deplora, com veemência, o gesto do SG da ONU, o Eng° António Guterres, ao reconhecer, de facto, a nossa Organização no dia 01 de Maio de 2020, como um Grupo Rebelde, uma posição não secundada por nenhum gesto político das autoridades portuguesas que, sobre o conflito de Cabinda, só reagem quando o “mal os toca”. E, isto será, vezes sem fim, enquanto o status quo ainda prevalecer.
4 – A FLEC-FAC, para quem o diálogo tem sido declinado vezes sem fim, deplora igualmente de que, de tanta mentira ouve do regime do MPLA, uma verdade se pode retirar de que;
5 – O tempo tem sido mestre para todos e, aprendendo com os sinais que dia após dia tem apresentado, concluímos que, vencido que está o medo, a variável guerra que sustenta o regime, tem estado a fomentar paradigmas que, tal como em Portugal em 1974, os povos de Angola e de Cabinda, terão a sua primavera, pois não há bem que dura para sempre, nem mal que não acaba.
6 – A FLEC-FAC já deu provas da sua resistência, pois 49 anos, não são os 13, quantos durou a guerrilha do MPLA infelizmente, acolhida pelo Maiombe e com o nosso equívoco apoio.
Não exigimos tanto, mas como a Eritreia ou o Sudão do Sul, esperamos pelos cenários e, Deus fará a Justiça.
Cabinda, aos 23 de Março de 2023
A DIRECÇÃO POLÍTICA,
Emmanuel Nzita
Pdte FLEC-FAC