
O antigo chefe da Casa Militar da Presidência da República, Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, vê-se impedido pela Procuradoria Geral da República (PGR) de se deslocar ao exterior de Angola para receber assistência médica. Há uma ordem judicial que o impede de abandonar o país.
Segundo as informações do Club-K, nos tempos de outra senhora, Kopelipa fazia as suas consultas médicas numa clinica em Miami, nos Estados Unidos de Amércica, depois de lhe ser diagnosticado dois cancros, dentre os quais um no estômago.
Nos últimos meses, o general (temido no tempo de José Eduardo dos Santos) viu a sua situação de saúde a agravar, agora afectando-lhe a visão.
Em 2022, esteve a ser assistido por três médicos cubanos em Luanda, porém, há necessidade de ir ao exterior do país para exames mais avançados, mas não pode devido as interdições judiciais aplicadas pela PGR.
Receando sobre um eventual agravamento do seu quadro clinico, são atribuídas ao general orientações verbais transmitidas aos seus parentes, determinando que, em caso de morte, a família deve recusar qualquer ajuda ou honras militares provenientes do Executivo de João Lourenço.
No ano passado, o general António José Maria, que foi o chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM) no regime de JES, divulgou uma carta reconhecida pelo cartório, declarando também que em caso de falecimento, a sua família deve recusar igualmente quaisquer honras inerentes ao seu estatuto de oficial na reforma.
As declarações e testamentos de antigos generais poderosos do regime, foram acentuadas depois de alegas purgas jurídicas contra alguns oficiais leais a JES, por parte de João Lourenço.
Segundo apurações, muitos destes oficiais “perseguidos”, ficaram ressentidos quando entre 2021/2022, o regime teria criado impedimentos para o regresso a Espanha do antigo Presidente para retomar as suas consultas médicas.
A versão vincada na altura, era de que o propósito era privar JES de assistência médica para deixa-lo morrer em Luanda, já que uma morte no exterior, resultaria em divergências com as filhas que se encontram no exílio, o que de facto aconteceu.
Para além de impedido de viajar, JES viu-se num quadro em que os seus subsídios foram cortados por algum tempo ao ponto de ficar desprovido de medicamentos. Entrou em depressão regressando a Barcelona depois de ter vazado a informação dos alegados “impedimentos” da viagem ao exterior.