
O governo de Angola anunciou na terça-feira, 25, em Luanda, ter em curso uma operação para o repatriamento dos respetivos cidadãos que se encontram no Sudão. Pelo menos, 10 já estarão fora das zonas de perigo rumo a países vizinhos.
“O Ministério das Relações Exteriores informa que cinco cidadãos nacionais que se encontravam a estudar na capital sudanesa, Cartum, estão em direção à fronteira terrestre entre o Sudão e a Etiópia. (…) Outros cinco estão a caminho do Egito”, lê-se num comunicado divulgado pelas redes sociais.
O governo acrescenta ter em curso “as diligências necessárias para que as Missões Diplomáticas de Angola no Cairo (Egipto) e em Adis Abeba (Etiópia) procedam a evacuação voluntária para Luanda dos referidos cidadãos” e disponibiliza os contactos da Embaixada de Angola na Etiópia (“+251 978-84-38-35” e “+251 965-59-70-71”) aos restantes angolanos que se mantenham no Sudão e necessitem de ajuda.
Milhares de pessoas têm conseguido fugir da guerra, seja de avião ou de barco, em operações de evacuação coordenadas por diversos países europeus, africanos e do Médio Oriente.
Em Paris, aterrou esta quarta-feira, 26, de manhã o primeiro avião fretado pela França para repatriar os respetivos cidadãos que residem naquele país africano atualmente em ebulição militar.
A bordo viajaram 245 pessoas, a larga maioria, 195, cidadãos franceses, mas também neerlandeses, italianos, neozelandeses, marroquinos e sudaneses.
Alívio foi o sentimento reinante a bordo. “Vivemos uma semana de caos e agora só podemos estar satisfeitos. Era improvável que não houvesse mortes. Há alguns feridos que vão ficar bem e, por isso, estamos muito felizes que tudo tenha acabado assim”, dizia, após o desembarque, um dos homens que viajaram no avião da Air France.
Uma mulher confessou ter-se sentido “paralisada” após “o primeiro dia de confrontos”. “Não sabia o que fazer. Não sabia como escapar. O aeroporto foi fechado e não podíamos partir”, disse.
A bordo de uma embarcação do reino saudita, desembarcaram esta quarta-feira em Jeddah 1.687 civis em fuga da guerra pelo poder.
Apenas treze eram cidadãos sauditas, os restantes eram cidadãos com passaporte de diversos países do Médio Oriente, de África, da Europa, da Ásia, da América do Norte e da América Central, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do reino saudita.
Dos 22 cidadãos portugueses que foram identificados como estando no Sudão, apenas um persiste no país, a trabalhar numa organização humanitária a 500 quilómetros da capital Cartum, um dos palcos dos confrontos mais violentos entre as duas fações rivais.
De acordo com as Nações Unidas, já morreram cerca de 460 pessoas e ficaram feridas mais de quatro mil devido aos confrontos armados pelo poder no Sudão.
in Euro News