
O responsável da 1ª Conservatória do Registo Comercial de Luanda, Lundinho Januário Muaia Teresa Agostinho, está a ser acusado de facilitar o reconhecimento de documentos falsos, nomeadamente Actas, Certidões Comerciais em troca de benefícios financeiros.
Um grupo de cidadãos estrangeiros e nacionais que pediram anonimato por temerem represálias, denunciaram ao Imparcial Press um esquema que envolve o conservador Lundinho Agostinho e a sua equipa de estarem a prejudicar vários negócios com maior incidência no sector empresarial privado.
O esquema, segundo as vítimas, acontece sempre que o sócio ou sócios de uma determinada sociedade comercial decidem dar o golpe nos seus parceiros (sócios), na maioria das vezes estrangeiros, contam os lesados, aí entra a equipa das Conservatórias, que, por via de advogados, falsificam Actas de Assembleia Geral e posterior a isso submetem às conservatórias para emissão da Certidão que resulta em alteração de pactos sociais, cessação de funções de sócios gerentes legalmente constituídos, etc.
A falsificação destes documentos, acabam sempre por facilitar os prevaricadores no acesso às contas bancárias, bens móveis e imóveis até que o lesado se aperceba e apresente queixa ou reclamação, mas confidenciam que a culpa acaba sempre por morrer solteira.
As práticas dos operadores de justiça têm afastado grosseiramente os investidores estrangeiros que, quando efectuam as diligências para aferir o grau de desenvolvimento nos sectores chaves, deparam-se com revelações de histórias chocantes de quem já perdeu fortunas em Angola por falta de justiça nos órgãos de justiça.