
Nos últimos dias tem-se falado das crises e casos de corrupção que correm na nossa província do Bié, que agora esperamos dar o nosso contributo e dizer que isso não é de agora. Primeiro precisamos destacar aos leitores do Club-K, quem é o senhor Abel Guerra, administrador do Kuito que está a levantar a polemica de tribalismo na região.
O senhor Abel Guerra era um chefe de departamento de energia e águas no tempo de Amaro Tati como Governador. A então directora provincial era Ana Bela Cayovo. Quando o governador Boa Vida Neto chega ao Bié percebe que Abel Guerra sem ter literacia técnica ou experiência profissional habilitada para essa área e muito menos a directora (só conheciam o ofício de energia e águas de ouvir falar) era o que mais se evidenciava pois o mesmo é loquaz.
Os dois eram os principais gestores da direcção. Havia lá um engenheiro de raiz, mas que era posto no 2º plano. Quando Boa Vida Neto chega ao Bié escandalizado com as macas da hiper-facturação de um jardim na província do Namibe traz como Director do GEPE (o mesmo seu Director do GEEPE do escândalo dos jardins no Namibe) o famoso Director Francisco Munana. Nesta altura, a província do Bié tinha o 2º OGE provincial só antecedido por Luanda.
O OGE do Bié estava assente no programa de recuperação de infraestruturas, da reconstrução da cidade do kuito, da reconstrução das instalações eclesiásticas, do programa água para todos, etc, etc, etc, consubstanciado em muitos subprogramas.
Estão na linha de execução e controlo desse vasto dinheiro, o GEP, a direcção provincial de obras públicas e de construção e a direcção provincial de energia e águas.
É assim que Álvaro de Boa Vida Neto encontra na direcção de energia e águas, na administração municipal do Cuito e na direção de obras públicas e de construção as suas galinhas de ovos de ouro.
Percebendo que tanto a directora da energia e águas como o seu braço directo eram inaptos do ponto de vista de conhecimentos e experiência para aquela área técnica, de trabalharem naquela área, o mesmo promove Abel Guerra para Director provincial de energia e águas e Anabela cayovo vai para directora provincial para a promoção da mulher.
O programa “água para todos” era a ração que alimentaria uma das galinha que punha ovos de ouro: A direcção provincial de energia e águas. Outra área também sustentável de por alguns ovos de ouro era o da energia através do programa de energia das sedes comunais e municipais.
Uma empresa de Benguela ficou com o monopólio de iluminação pública do Kuito e da produção e distribuição de energia da rede geral das sedes municipais.
O engenheiro do sector contentava-se com o uso do seu título tirado em Cuba que propriamente o uso de seus conhecimentos para a especialidade. Marcos Banho, um veterano do estado é o director das obras públicas. Essa área é também uma galinha de ovos de ouro.
Nesta altura, um jovem no GEP sobressai por causa de seu vozeirão comparado com a sua pouca estatura. É o engenheiro de construção Tchatuvela. Sobressai igualmente porque era visto várias vezes a ter de empurrar o seu carro Mitsubishi para pegar o motor. Era peça fundamental na análise e aferição das obras públicas.
E assim numa assentada Álvaro Boavida Neto faz o seguinte: manda Marcos Banho para a reforma e para o seu lugar promove o técnico superior Tchatuvela.
As administrações municipais tem serviços municipalizados de saneamento básico, de iluminação pública e outros não menos importantes. O município do Kuito é o maior orçamentado. O administrador municipal é Moisés Cachipaco É também uma galinha de ovos de ouro.
Álvaro de Boa vida Neto lança o artifício do compadre. Se estabelece a relação de compadres pelo afiliamento de um dos descentes do outro e assim se aproxima e de que maneira a Cachipaco.
Tchatuvela há anos como técnico não para de admirar e reconhecer Chico Munana e Álvaro Boa Vida Neto como seus salvadores e começa a mostrar serviço, sacrifício e muita gratidão. E assim se forma o primeiro pentágono: Boavida Neto, Munana, Tchatuvela, Abel Guerra e Moisés Cachipaco. E partem para o ataque coordenado.
PARTE II
Um incidente despercebido foi determinante para a ascensão de um grupo que tomou conta do erário público do Bié e que agora está a criar os problemas que estamos com ele no Bié. Um autêntico pentágono deixado por Boavida Neto.
Munana sem aviso e com uma simples carta de demissão do cargo de Director provincial do GEPE e sem um processo de passassão de pastas sai a francesa e ruma para a Lunda Norte onde Ernesto Muangala já o esperava e coloca-lhe no mesmo cargo: O de director provincial do GEP da Lunda Norte.
Nas redes sociais lança umas piadas do cabrito ingrato que engordou sem reconhecer que um outro cabrito o ajudara. Chico Munana não é do Bié. É tchokwe, a mesma tribo de Ernesto Muangala. E para terra tchokwe foi.
Perante a oportunidade que representou a saída de Chico Munana, Álvaro Boavida Neto, promove Deolinda uma trabalhadora do GEP como directora deste mesmo GEP.
Muda somente o cenário de ser Deolinda, a nova Directora do GEP em substituição de Munana. A excepção de Boavida Neto, natural de Catchiungo, local que dista 75 km do Kuito todos os restantes membros do pentágono são jovens de poucas posses, naturais do Bié e fervorosos cristãos da IECA. Os 5 são umbundo. Boavida Neto é católico.
Esse pentágono ganha qualidade quando Deolinda e Abel Guerra desenvolvem uma bem explícita relação conjugal.
Está a m’bwanja feita. Boavida Neto tem uma Fazenda/mansão no Catchiungo ao lado da estrada nacional. Esse pentágono não se compara com o pentágono inicial em termos de posses e propriedades. Muito de longe a comparação visualmente perceptível.
Possuem hoje casas, carros e propriedades topo de gama. Hoje esse pentágono já não existe por força da vinda de Pereira Alfredo, o novo governador e assim começa a guerra de Abel Guerra super dirigido por um embarcadiço. Todo o Bié sabe disso.
Ao entrar na governação do Bié, Pereira Alfredo no primeiro mandato se serviu de 2 componentes fundamentais do 2º pentágono. Tchatuvela e Abel Guerra. O primeiro para vice governador para as infraestruturas e o segundo ainda director da energia e águas.
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