
Um efectivo do Serviço de Investigação Criminal (SIC), colocado na conhecida Esquadra da Ilha, terá executado com oito tiros, na via pública, na sexta-feira, 20, em Luanda, um menor de 16 anos que em vida atendia pelo nome de Domingos Natalício “Kafilungo”.
A execução teve lugar na rua da Vaidade, no conhecido Beco do Catambor, na Ilha de Luanda, depois de os efectivos do SIC, o terem retirado de casa de um vizinho, conhecido apenas por Tio António, no seguimento de uma confusão entre a vizinhança.
Segundo as informações, a família da vítima tem medo de abrir um processo-crime, uma vez que efectivos da Polícia Nacional continuam a frequentar o local onde será o funeral a fim de intimidar os progenitores, que agora querem trazer o caso ao público através do programa “Fala Angola” da TV Zimbo.
Na tarde desta segunda-feira, 22, os efectivos da polícia transportados numa viatura Hyundai, com a matricula LD-26-58-HT, voltaram a residência do óbito para impor condições de óbito sem que haja uma investigação ou responsabilização ao agente que cometeu o assassinato.
“A policia não deu satisfação quanto as motivações que levaram a matar o rapaz”, disse a fonte descrevendo que “apareceu com operativo de PNA com o braçal vermelho aonde se podia ler OSA”.
Os oficiais regressaram a casa do óbito quando eram 16 horas (de Angola). “Para intimidar a Polícia veio com uma dúzia e meia de homens fortemente armados”.
Apesar de não haver pena de morte em Angola, o Serviço de Investigação Criminal é o órgão do Ministério do Interior que mais se aplica em por fim a vida dos cidadãos.
Desde que João Lourenço chegou ao poder, as forças de segurança já executaram mais de 100 cidadãos dentre eles activistas e alegados marginais, sem que o mesmo promovesse justiça, apesar dos pronunciamentos – aquando da tomada de posse em 2017 – do Chefe do Estado: “Ninguém é suficientemente rico que não possa ser punido, ninguém é pobre demais que não possa ser protegido”.