Cuanza Sul: 2.º Comandante Provincial da Polícia ordena assassinato de segurança que o impediu de entrar ao hospital “17 de Setembro”
Cuanza Sul: 2.º Comandante Provincial da Polícia ordena assassinato de segurança que o impediu de entrar ao hospital "17 de Setembro"
pedro januario

Um cidadão que em vida atendia pelo nome de Cassoneca João Necas, de 47 anos, trabalhador da empresa de segurança “Segu Service”, foi torturado até à morte numa esquadra pertencente ao Comando Municipal do Sumbe da Polícia Nacional, sob a orientação do segundo comandante Provincial da Polícia Nacional no Cuanza-Sul, o sub-comissário Pedro Januário Pedro.

Segundo as informações, o malogrado teria impedido, no dia 26 de Maio, o sub-comissário Pedro Januário de ter acesso ao interior do hospital regional 17 de Setembro, quando este, trajado a civil, pretendia fazer uma visita de cortesia ao seu colega, comandante municipal do Seles, fora do horário estabelecido (que é das 16 as 17 horas) pela direcção do hospital.

Insatisfeito com a posição da vítima, o oficial superior da Polícia Nacional foi para a casa vestir a farda e regressou, arrogantemente, ao hospital com um patrulheiro cheio de efectivos da polícia e ordenou a detenção de Cassoneca Necas, que só estava a cumprir com o regulamento interno do hospital.

O malogrado foi levado ao Comando Municipal do Sumbe, onde abusivamente foi submetido, durante dois dias, a sessão de torturas. Após a tortura, tendo em conta o estado crítico que a vítima apresentava, a polícia levou-o, no dia 29 de Maio, ao hospital a fim de receber assistência, mas acabou por morrer já no dia 1 de Junho.

As autoridades locais, de acordo com apurações, procuram abafar o caso, uma vez que o assassino ainda goza de imunidades por ser 2.º Comandante Provincial da Polícia Nacional.

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