
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estima que, nesse momento, 80% da população angolana trabalha na economia informal. O número é quatro vezes mais dos que trabalham na economia formal.
O dado foi avançado esta quinta-feira, 7, em Luanda, pelo representante do PNUD em Angola, Edo Ferdinand Stork, durante a apresentação dos resultados do inquérito às organizações profissionais representantes de actores da economia informal, promovido pela sua instituição em parceria com Instituto Nacional de Estatística (INE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Edo Stork alertou para necessidade de se acabar com a desigualdade existente entre pessoas que fazem o mesmo trabalho na economia formal ou informal, destacando o potencial do país.
O PNUD referiu que está disposto em ajudar o Governo angolano a realizar boas políticas, como a de converter a economia informal em formal, em prol do desenvolvimento sustentável da sociedade.
Segundo os dados do INE, foram realizados, de Julho a Setembro 2022, inquéritos com 19 associações informais não legalizadas no país, durante três meses, com o fim de avaliar o impacto das mesmas no quadro da economia informal.
Durante apresentação do inquérito, o director adjunto do INE, Hernani Luís, disse que foi possível falar com 11 mil pessoas, com idade mínima de 15 anos, dos quais 50,2% homens e 49% mulheres.
Segundo o responsável, o objectivo deste inquérito visa apresentar as principais características da população com emprego informal, sua organização, dimensão da força de trabalho disponível em Luanda e identificar opções realistas para assegurar a transição dos negócios informais para formais.
Na mesma senda, a chefe de programa de protecção social da OIT, Denise Monteiro, afirmou que o trabalho efectuado nesta pesquisa é muito importante, pois vai contribuir para apoiar os esforços de formalização da economia angolana, através da implementação do Programa de Reconversão da Economia Informal (PREI).
“A recomendação 204 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a transição da economia informal para formal engloba 12 princípios orientadores, que têm como objectivo contribuir para os esforços da formalização da economia informal”, asseverou.