
O Governo da província do Huambo confirmou, esta sexta-feira, 9, ter conhecimento do processo de investigação, com alguns cidadãos detidos, sobre os alegados actos de burla na centralidade Fernando Faustino Muteka, no município da Caála, negando, no entanto, que o secretário-geral e o director do gabinete da governadora estejam envolvidos em negociatas de casa.
Segundo uma nota de imprensa do gabinete local da comunicação social publicada nas redes sociais, o Governo do Huambo aguarda, com serenidade, o desfecho do referido processo de investigação, na certeza de que tudo se irá aclarar.
“As autoridades da província do Huambo tomaram conhecimento da circulação, nas redes sociais, de informações que apontam para o envolvimento de figuras do Governo local, nomeadamente o secretário-geral e o director do gabinete da governadora em negociatas de casa na centralidade Fernando Faustino Muteka, no município da Caála, numa altura em que se confirma estar em curso um processo de investigação e já com alguns detidos”, lê-se.
Fruto das acusações postas a circular, refere a nota, o Governo da província do Huambo sente-se na obrigação de vir a público esclarecer de que “não há qualquer envolvimento destas entidades em tais actos”.
De acordo ainda com o documento institucional, as autoridades locais entendem que tais acusações visam, somente, atingir as pessoas em referência, a instituição, no caso o Governo do Huambo e, consequentemente, a governadora da província.
Projectada para 28 mil pessoas, em quatro mil e uma moradias de tipologia T3, entre apartamentos e vivendas em formato de térias e duplex, o projecto habitacional, inaugurado em Novembro de 2020, possui três centros infantis e dois jardins-de-infância, 240 espaços comerciais, três escolas primárias, duas secundárias, um instituto profissional, centro de saúde, subestação eléctrica e um sistema de captação e tratamento de água.
Para além desta, a província do Huambo, com uma população estimada em mais de dois milhões 700 mil habitantes, conta ainda com as centralidades do Lossambo, inaugurada em 2017, com 2009 moradias, ocupadas por 14 mil pessoas, e do Halavala, no Bailundo, aberta em 2022, com 3005 casas, reservadas para 21 mil cidadãos.