
Viralizou na semana passada nas redes sociais, alguns áudios que envolve o presidente do Kabuscorp do Palanca, Bento Kangamba, e Agostinho Tramagal, técnico da Académica do Lobito, equipa do Campeonato Nacional “Girabola“, em negociatas sobre os resultados de alguns jogos.
No som, é bem audível, Agostinho Tramagal dizer ter recebido valores para facilitar o jogo em que o 1.º de Agosto precisava vencer e manter-se na corrida ao título nacional e, por outro lado, ter recebido proposta do Petro para fazer o inverso.
A Académica acabou por vencer, por 1-0, resultado que abriu espaço para o Petro de Luanda trilhar caminho isolado para a conquista do 17º título nacional.
Tramagal também comenta sobre um aliciamento por parte de Bento Kangamba para permitir que o Kabuscorp do Palanca vencesse o desafio com a Académica do Lobito, na corrida à final da Taça de Angola.
Na ocasião, a Académica afastou o Kabuscorp do Palanca, mercê da vitória por 2-1, no Estádio do Buraco, na província de Benguela.
No entanto, Agostinho Tramagal nega a autoria do áudio e diz estar a ser vítima de uma campanha de difamação.
A direcção da formação do Académica do Lobito promete abordar o caso em conferência de imprensa, enquanto Agostinho Tramagal não responde às tentativas de abordagem por parte da imprensa.
Hoje, segunda-feira, 12, a direcção do 1. ° de Agosto esclareceu, em comunicado, a sua isenção em qualquer prática atentatória da verdade desportiva, envolvendo alguns clubes e outros agentes ligados ao futebol.
Em comunicado divulgado na sua página do facebook, a colectividade informa ter sido com preocupação que tomou conhecimento do áudio que circula nas redes sociais, sobre alegadas práticas fraudulentas.
“Atendendo que a nossa agremiação foi citada de forma totalmente irresponsável e difamatória, cumpre-nos reafirmar que o 1.° de Agosto não se revê nem tem qualquer relação com tais práticas, de forma directa ou indirecta“, lê-se.
O documento explica que o conjunto se coloca de forma clara e inequívoca à disposição das entidades que forem incumbidas de apurar a veracidade dos aludidos factos.
Com Angop