
Subsídios para uma análise descomplexada do livro “Confissões de um Estadista”, da autoria de Solange Faria e Benja Satula, um causídico e académico angolano, cuja idoneidade não deveria ser posta em causa pelas tradicionais crenças generalizadas ou por imposições resultantes dos conceitos e preconceitos dominantes.
Apesar de todas as limitações intelectuais, seria recomendável admitir que “Confissões de um Estadista” será uma obra digna de debates intermináveis, tanto nas academias de elevado rigor científico, como nos bastidores das ciências ocultas, onde se refugiam alguns dos maiores eruditos deste mundo em permanente contratempo, mulheres e homens que recorrem à psicografia, mesmo sem saber, para explicar aquilo que as fórmulas e os códigos convencionais não têm explicação.
Tal como José Eduardo dos Santos, um enigma do nosso tempo que deveria ser encarado de frente, sem complexos.
COMO FOI ESCRITA A BÍBLIA SAGRADA?
“Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois, jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas de homens que falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:20-22).
A Bíblia traz a mensagem da revelação divina: a Sagrada Escritura não é outra coisa a não ser Deus que se dá a conhecer. Contudo, ela não foi comunicada toda de uma vez. Ela não “caiu do céu”, nem apareceu como que por obra de mágica nas mãos de uma só pessoa.
Os textos bíblicos foram escritos por homens que, inspirados pelo Espírito Santo, registaram por escrito acontecimentos, palavras e profecias da revelação divina, cujo ápice se revela em Jesus Cristo. Isto não aconteceu de um momento para o outro.
A verdade é que a Bíblia, como a conhecemos hoje, passou por um processo longo e complexo de composição. Os seus livros foram escritos em épocas diferentes, por pessoas diferentes, em contextos também diversos. Por esta razão, é importante ter em conta que a sua formação aconteceu aos poucos, durante um longo período de aproximadamente novecentos anos (considerando apenas a tradição escrita).
Em primeiríssimo lugar, são coisas que aconteceram de forma simples, num dado momento e num lugar específico, eventos que marcaram a história de um determinado grupo de pessoas. A crença dos seus relatores e seguidores determinou que esses eventos eram marcados pela acção de Deus que se revelava gradativamente ao ser humano.
Depois, tais acontecimentos foram contados de geração em geração. Assim, os filhos das testemunhas oculares do evento ficaram sabendo o que aconteceu, mesmo sem ter estado lá; e depois, de mesma maneira, os filhos dos seus filhos e por aí adiante. Deste modo, a partir da narração destes eventos, criaram-se valores. É o que chamamos de tradição oral.
Alguns séculos mais tarde, esses eventos que tinham sido contados fielmente por várias gerações, foram escritos. E esses escritos é o que conhecemos como tradição escrita.
Em determinado momento, os escritos foram organizados e passaram a ser usados de diversas maneiras, como o culto nas assembleias ou na educação dos filhos, adquirindo um valor particular.
Isto aconteceu tanto em relação ao Antigo Testamento como ao Novo Testamento.
É por esta razão que os eventos registados e universalmente difundidos através da Bíblia Sagrada giram ao redor da Pessoa de Jesus Cristo. Os seus principais relatores são os apóstolos, que não só contam às novas gerações as experiências que tiveram com Jesus, como também evidenciam um profundo domínio da Palavra, razão pela qual falam em nome de Deus, impelidos pelo Espírito Santo.