AADIC despejada por falta de pagamento da renda – Trabalhadores sem salários há mais de 3 anos
AADIC despejada por falta de pagamento da renda - Trabalhadores sem salários há mais de 3 anos
Texe aadic

A Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC) foi, no principio do ano em curso, despejada do edifício onde estava sediado o seu escritório na avenida Pedro Van-Dúnen Loy, no município de Talatona, em Luanda, por não honrar com os pagamentos das rendas há mais de dois anos.

Segundo apurou o Imparcial Press, após a saída do jurista Diogénes de Oliveira da presidência daquela organização da sociedade civil para exercer o cargo de director geral no Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), a AADIC passou a ser administrada pelo também jurista Lourenço Texe, que era, até em Maio de 2019, vice-presidente, e perdeu o devido prestígio.

Conforme as informações, desde que foi despejada por falta de pagamento de vários meses da renda, a actual direcção da AADIC passou a atender os cidadãos em litígios com os fornecedores/comerciantes – que procuram pelos seus préstimos – na via pública, ou seja, por debaixo de um imbondeiro.

Recentemente, um dos associados da AADIC intentou um processo-crime junto às autoridades competentes, após ter sido defraudado por um dos técnicos que prometeu resolver o seu pequeno caso com um dos bancos comerciais.

“Paguei, em 2022, 150 mil kwanzas ao Dr. Domingos Assis para resolver o meu caso com o meu banco e até hoje não vejo solução. No princípio ele atendia as minhas chamadas, mas de repente deixou de atender”, lamentou, acrescentando que “fui a procura dele na sede da AADIC e encontrei outra empresa e me disseram que já não funciona ali”.

O Imparcial Press soube ainda que, após a saída de Diógenes de Oliveira, actual direcção deixou de pagar os subsídios/salários aos seus colaboradores (da secretaria e da limpeza).

De acordo com a nossa fonte, a direcção da AADIC – constituída por Lourenço Texe (presidente), Jordan Coelho (vice-presidente) e Domingos Assis (secretário-geral) – deve mais de três anos de subsídios aos seus colaboradores.

“AADIC só ficou o nome e o contacto de telemóvel”, ironizou um dos técnicos identificado apenas por Leandro, lamentando dos seus ordenados que nunca vi nem a cor.

“O fluxo já não é como antes. Hoje as pessoas só ligam para obter informações sobre os seus casos, e fico, as vezes, sem jeito para dizer que estamos sem sede”, explicou.

“Sempre que um associado pagava a quota (de 30 mil kwanzas), o presidente vinha e levava o dinheiro, sem dizer nada sobre os salários em atraso. Às vezes quem levava era o vice Jordan Coelho”, contou o nosso interlocutor, rematando que “hoje estamos sem paradeiro”.

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