
As autoridades russas anunciaram esta quarta-feira, 23, a morte de Yevgeny Prigozhin, líder do grupo Wagner, no despenhamento de um jato privado, a norte de Moscovo, na Rússia, numa viagem que teria como destino São Petersburgo.
Segundo a Autoridade da Aviação Civil da Rússia, citada pela agência de notícias russa TASS, todos os 10 ocupantes da aeronave morreram no desastre, ocorrido perto da localidade de Kuzhenkino, na região de Tver.
Horas depois do acidente ou atentado, um canal na rede social Telegram afiliado ao Grupo Wagner, o Grey Zone, foi o primeiro a avançar que Prigozhin tinha mesmo morrido, depois de dúvidas terem surgido uma vez que havia dois jatos do grupo Wagner em viagem.
“O chefe do Grupo Wagner, um Herói da Rússia, um verdadeiro patriota da sua Pátria – Yevgeny Viktorovich Prigozhin morreu em resultado das ações dos traidores da Rússia”, refere a publicação citada, que acrescenta: “Mas, mesmo no inferno, ele será o melhor. Glória à Rússia”.
Os canais associados ao grupo mercenário informaram ainda que o cofundador do grupo de mercenários, Dmitry Utkin, também morreu no contexto deste incidente.
A morte de Prigozhin acontece dois meses depois de o dirigente do grupo de mercenários ter protagonizado, no final de junho, uma rebelião armada contra o alto comando russo, tendo liderado uma coluna militar que percorreu 780 quilómetros e que tomou a cidade de Rostov durante 24 horas.
A coluna chegou a movimentar-se em direção a Moscovo, mas parou a 200 quilómetros da capital russa depois de negociações com o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, onde acabou por ficar exilado.
A última vez que Prigozhin foi visto com vida foi num vídeo divulgado esta terça-feira no qual tenta recrutar “verdadeiros guerreiros” e reclama “justiça e felicidade para os povos africanos”. No vídeo, o líder da Wagner garante ainda que o seu grupo paramilitar é o “pesadelo” do Estado Islâmico, da Al Qaeda “e outros bandidos”. A localização de Prigozhin não é revelada no vídeo.