
O deputado da Grupo Parlamentar da UNITA, Manuel Armando da Costa ‘Nelito Ekuikui’ foi espancado hoje, sexta-feira, 25, pela Polícia de Intervenção Rápida (PIR), na cidade de Luena, província do Moxico, quando se dirigia à sede local do seu partido, em companhia dos membros do seu partido.
Na veste do secretário-geral da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA), braço juvenil da UNITA, Nelito Ekuikui e mais dez outros do seu partido foram agredidos (feitos marginais), sem qualquer razão aparente, por elementos da PIR, após ter chegado ao Luena.
Na acção violenta da PIR, 10 militantes ficaram feridos gravemente e várias motorizadas foram apreendidas. Nelito Ekuikui teve de fugir da violência policial com outros militantes e dirigentes da JURA da província do Moxico.
Segundo o secretário-geral da JURA, o objectivo seria “inviabilizar” a concentração dos jovens, tendo a carga policial resultado em dez feridos, um dos quais grave.
“Foi uma acção premeditada e acuso o ministro do Interior e Presidente da República de serem os responsáveis”, acusou, dizendo que não houve provocações por parte dos jovens, nem exibição de cartazes ou palavras de ordem ou qualquer acto que levasse à carga policial.
Nelito Ekuikui, que partilhou os vídeos na sua página de Facebook, disse que não houve detidos e acrescentou que foi atingido com uma granada de gás lacrimogéneo nas costas, queixando-se de “intolerância política” e “intimidação”, que aconteceram também noutras ocasiões.
“Cheguei ao Moxico e fui recebido por centenas de militantes, tem sido assim nas outras províncias também, como é natural. O normal era sairmos do aeroporto em marcha até ao secretariado provincial da JURA quando a polícia de repente impediu a marcha”, contou o secretário-geral da JURA.
Segundo Nelito Ekuikui, não houve razões para a violência policial porque os militantes marcham com o secretário-geral respeitado todas as normas e não houve perturbação à ordem pública.
Nem no vídeo posto a circular nas redes sociais se percebe qualquer provocação às autoridades., A Polícia de Intervenção Rápida surge do nada a interromper e a dispersar com gás lacrimogéneo os militantes da JURA que seguiam a marcha, após a recepção do seu líder.
De realçar que Setembro de 2019, foi assassinado o seu escolta, Kiesse João, um agente da Polícia Nacional, enquadrado na Unidade de Protecção de Individualidade Protocolares (UPIP), com dois tiros, na “zona pélvica”, por indivíduos até hoje não identificados, quando saia de sua casa em direcção a casa do deputado onde renderia seu colega em serviço.