Directora geral do Arquivo Nacional de Angola faz “vida cara” aos funcionários
Directora geral do Arquivo Nacional de Angola faz "vida cara" aos funcionários
ANA

Desde a exoneração da antiga directora geral do Arquivo Nacional de Angola (ANA), a Professora Doutora Alexandra Aparício no final do mês de Março do corrente ano, e a consequente nomeação da sua sucessora a “também” Professora Doutora Constança Ferreira de Ceita, os funcionários efectivos da instituição tem sido alvos de humilhações e faltas de respeito.

Tudo começou com a sua chegada a 10 de Abril, despida de ética e deontologia profissional enquanto fazia visitas de constactação as instalações do ANA e percorrendo os sete departamentos que compõem a sua estrutura orgânica, a Professora Doutora, “famosa” pelas suas atitudes deploráveis, foi questionando os funcionários sobre as suas formações académicas e a desmerecer as mesmas pelo facto de que, no seu pensamento minúsculo, para uma PhD, a instituição não possuir no seu quadro outro PROFESSOR DOUTOR, não sabendo a mesma, que as instituições não funcionam apenas com “Professores Doutores”, até porque esses, na sua maioria, não fazem, ou, não aceitam fazer os trabalhos de base, ou, a senhora directora não sabe que podia pedir uma listagem com os nomes e habilitações literárias dos funcionários para ter uma noção de com quem poderia contar?!

Não nos podemos esquecer que as novas instalações do ANA, inauguradas por Sua Excelência o Presidente da República, aos 28 de Novembro de 2020, no âmbito das celebrações do 45º aniversário da Independência Nacional, ainda não tem disponível todo o seu acervo higienizado e tratado para posterior colocação nos depósitos para consulta dos estudantes e investigadores que acorrem as instalações, trabalho este que é contínuo tendo em conta o volume do seu acervo.

A actual directora geral veio com a missão: DAR UMA MAIOR VISIBILIDADE AO ARQUIVO NACIONAL DE ANGOLA.

Mas, lamentavelmente, a senhora Professora Doutora transformou essa missão em “colocação de vasos com plantas” dentro e fora do ANA, não sabendo dos riscos de contaminação que corre o acervo com as plantas no seu interior.

A transformação do ANA numa cópia do avenida Champs Elyseé da cidade de Paris, pois mantém as lâmpadas acesas durante toda noite (que o digam os moradores do Kilamba e arredores que ao passar pelas instalações ficam fascinados com tamanha LUZ), criando gastos avultados com energia eléctrica.

A directora do ANA tem a seu comando técnicos especialistas em Arquivística, com formação efectuada em Portugal, que infelizmente são colocados de lado para darem passagem a COLABORADORES que fazem o que ela ORDENA, estando ou não correcto, com promessas de garantir um lugar na folha de salário, depois do trabalho aturado das anteriores direcções no “bater da mesma tecla” junto das instituições de direito, para a necessidade de mais técnicos para o ANA principalmente depois da mudança para as actuais instalações que contempla mais de 200 técnicos, tendo apenas 46 efectivos e cerca de 20 colaboradores neste exacto momento.

Muito preocupada em organizar festas, bazares, decorações e coffees breaks, competindo com a empresa que gere a cafetaria e o refeitório do ANA, a directora geral esquece-se facilmente que dirige uma instituição de carácter científico, a par da gestão administrativa que está comprovada que, infelizmente, tem sérias debilidades e não quer aprender com quem sabe, não fosse o seu lema o “EU SEI”, mesmo quando está a fazer alguma asneira.

Constantemente são vistos rostos novos pelo ANA a cruzarem os corredores da casa, com o intuito de reforçar a sua equipa de “FAZ TUDO” e a criarem conflitos com o pessoal efectivo, pois têm a missão de serem “os olhos e ouvidos da directora”, criando um clima péssimo e tenso de trabalho nas instalações, não respeitando nem as hierarquias, director adjunto e chefes de departamentos (sobre esses falaremos na próxima publicação).

Diante dos factos, sim, factos, porque podem ser provados, a direcção do Ministério da Cultura e Turismo, órgão que superintende o ANA, assobia para o lado porque o compadrio e amiguismo continua a falar alto e a transformar a directora geral do ANA num monstro cada dia mais difícil de engolir, por tamanha arrogância com misturada de falta de ética, deontologia e bem-fazer.

Ontem, dia 31 de Agosto de 2023, a folha salarial do ANA, está apenas processada, faltando os passos seguintes (dar o Aceite, Pagar e Homologar) que devem ser dados pela directora geral que detém a “Senha Master” que, mal terminou a formação no SIGFE, retirou as senhas do director geral adjunto e da chefe de departamento para Administração e Serviços Gerais (exonerada essa semana), colocando o colectivo de funcionários à mercê da sua vontade para verem os seus salários se reflectirem nas contas bancárias.

Lembrando que a directora geral, vinda da Universidade Agostinho Neto, ainda não está inserida na folha de pagamentos do ANA (por opção), pelo que, o referido atraso salarial por capricho, não a afecta.

QUEREMOS E PRECISAMOS URGENTEMENTE de algum pronunciamento de quem de direito, pois temos vivido 5 meses de autêntico terror e insatisfação e aproveitamos para aconselhar: “NÃO MISTUREM A ACADEMIA COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA”, pois, infelizmente, alguns “Professores Doutores” estão talhados apenas para reproduzir discursos durante as aulas e fazerem pautas.

VOLTAREMOS COM MAIS DADOS.

O COLECTIVO DE TRABALHADORES DO ARQUIVO NACIONAL DE ANGOLA

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