
A Agência Reguladora de Medicamentos (ARMED) precisa, no mínimo, de 200 inspectores para a fiscalização de medicamentos contrafeitos no país, informou recentemente, em Luanda, o seu porta-voz, José Chocolate.
“Em Luanda, capital do país, precisamos de pelo menos 50 profissionais. Os outros 150 são para as restantes províncias do país”, disse o responsável, a propósito do processo de fiscalização e acompanhamento de medicamentos em Angola.
Informou que face a exiguidade de inspectores no país, apenas 14, a ARMED trabalha em colaboração com a Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA) e o Serviço de Investigação Criminal (SIC), no sentido de fazer com que as leis sejam cumpridas.
Para si, a escassez de inspectores tem sido um dos principais factores que inviabiliza uma devida e permanente fiscalização aos estabelecimentos que comercializam ou disponibilizam medicamentos no país.
Face a insuficiência registada, defendeu a necessidade de uma maior actuação do SIC na venda de medicamentos ilegais, nos mercados informais.
José Chocolate lembrou que Angola é um mercado livre, com muitas farmácias, algumas das quais funcionando de forma ilegal, e com mercados informais.
Argumentou que os medicamentos vendidos nos mercados informais são mal conservados e podem matar, pelo que deve haver uma congregação de esforços, para combater esta problemática e reduzir os índices de morbi-mortalidade por reacções adversas a medicamentos.
in Angop