
Os partidos que renasceram dos movimentos e hoje são os lideres do nosso mosaico político doméstico conservam uma mentalidade arcaica.
Se por um lado evoluíram no sentido negativo transformando-se em partidos de elite cuja as bases ( povo) foram completamente abandonadas e apenas usadas,com toda mestria e ciânica, para usá-los para o alcance do poder político, por outro lado regrediram porque desistiram, na totalidade, da luta pelas liberdades, democracia e desenvolvimento sustentável. DUPLO RECUO.
Desistiram da luta pela liberdade social, económica e até psicológica do povo que dezem ter lutado e continuam a lutar.
Portugal, antigos colonizadores dominam-nos mais do que quando cá estiveram inequivocamente.
Quando um partido que emerge de um movimento de libertação com um manifesto espectacular como é o caso do MPLA e hoje os seus dirigentes servem-se de carros top da gama, tratam-se fora do país, vivem em condomínios fechados e casas no exterior, têm os filhos a estudar também no exterior e etc….
… e o povo subjugado sem escola, sem casas, sem saneamento básico, pobreza estrema, criminalidade, transporte público inexistentes, iniciativa privada não respeitada etc…
podemos afirmar, categoricamente, que este partido está pior que os colonos que eles dizem ter combatido. Devemos todos reflectir profundamente e agir!
Quando um líder de um partido como a UNITA diz que o preço do poder não vale banho de sangue; se por um lado parece charmoso e bonito, por outro lado nos confirma a génese destes partidos vindo de movimentos cujo o fim último centra-se apenas no alcance do poder.
Convidou-os a todos, inclusive o preside Adalberto a reflectir nos objectivos final dos partidos.
Estes partidos são a nossa desgraça.
A UNITA, a quem muitos Angolanos depositam a esperança para a liberdade, justiça e desenvolvimento deve começar a vender um pensamento novo. Um pensamento que lhes levasse a agir, antes mesmo do alcance do poder, de modo a que as liberdades, a justiça e o desenvolvimento sejam um facto e que faça parte da agenda.
CLARO QUE NÃO QUEREMOS MAIS MORTES MAS AS MORTES NÃO SE EVITAM COM DISCURSOS MAS COM COM AÇÕES PRÁTICAS NA RESPOSTA DAS EXIGÊNCIAS DE UM POVO.
Vamos prevenir respeitando os anseios de todo um povo.
Em suma, talvez, se o poder não pressupõe perda de suor e sangue, o preço pela liberdade, justiça, desenvolvimento e democracia deve ser equacionada sob pena de continuarmos subjugados.
Por percebermos que existe muito pouca esperança dos partidos vindos de movimentos como o MPLA, FNLA, UNITA e seus filhotes, um grupo de cidadãos decidiu formar o PARE (Partido Angolano Renovador do Estado) cujo embrião foi concebido há já muito tempo e nascimento está a depender da mestria dos parteiros do nosso tribunal constitucional.
Temos a convicção que no primeiro trimestre de 2023 teremos este grupo de cidadãos da sociedade civil e não só e que por força da lei chamamos partido político esteja pronto de litigar, oficialmente, na tomada de decisões sobre o destino de todos e cada um dos angolanos.
Até lá, a luta continua e a vitória é certa!
Justiça, Democracia e Desenvolvimento