
Os deputados do Grupo Parlamentar da UNITA, no Cuanza Norte, repudiam e condenam – durante uma conferência de imprensa realizada na terça-feira, 16, numa das unidades hoteleiras de Ndalatando – os actos de corrupção e nepotismo que se tem verificado nos concursos públicos de ingresso de novos quadros nos mais variados sectores públicos naquela parcela do país.
Segundo o deputado Francisco Fernandes Falua, as constantes denúncias por parte dos candidatos sobre a falta de lisura e transparência nos processos de admissão de novos quadros, vem mostrar as inúmeras irregularidades cometidas pelo partido que sustenta o Governo, seja nos concursos públicos anteriores e o recém realizado que viu a sua anulação pelos males que enfermam a sociedade.
Francisco Falua revelou que, no último concurso público do sector da Educação, o MPLA terá enviado uma longa lista de candidatos – que são militantes activos deste partido – para serem admitidos desonestamente. “A falta de lisura forçou o Ministério da Educação anular o concurso público”, sublinhou.
O também secretário provincial da UNITA instou o Ministério da Educação, na pessoa do seu titular, Luísa Grilo, a aferir todos infractores envolvidos no processo de corrupção no sentido de serem responsabilizados civil e criminalmente pelos seus actos.
Recentemente, a ministra da Educação, Luísa Grilo, anunciou durante uma conferência de imprensa, em Luanda, a anulação do concurso público para a admissão de novos professores no Cuanza Norte, efectuado no ano passado.
O concurso, referiu, foi anulado por apresentar várias irregularidades, em especial na correcção das provas e atribuição das notas. “Estamos a trabalhar para realizar um novo concurso no dia 26 deste mês”, disse.
Para a ministra, os métodos utilizados para a atribuição das notas não foram transparentes e nem estavam em conformidade com os regulamentos estipulados para as provas. “Todos sabemos que o concurso público tem um conjunto de procedimentos que devem ser respeitados”, disse, além de lembrar que para a prova o Cuanza-Norte teve sete mil candidatos inscritos para 353 vagas.
A ministra destacou que qualquer acto de corrupção registado vai ser punido de forma severa. “Não devemos levar as coisas de ânimo leve”, referiu, acrescentando que lamenta o facto, por forçar os candidatos aprovados a ficarem atrasados, em termos de assinatura dos contratos em relação aos de outras províncias. “Mas é preciso cumprir os procedimentos legais”, ressaltou.
Por: Francisco Dimba