A coragem de enfrentar os vícios institucionais – Paulo Albuquerque
A coragem de enfrentar os vícios institucionais - Paulo Albuquerque
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Num contexto em que a administração pública procura modernizar-se e responder com maior eficiência às necessidades do cidadão, é inevitável que surjam resistências quando se tomam medidas firmes para combater práticas enraizadas.

A luta contra os vícios institucionais, muitas vezes instalados ao longo de anos, exige não apenas competência técnica, mas também coragem moral e política.

No sector do Interior, por exemplo, o papel do Ministro tem sido crucial na implementação de reformas orientadas para a transparência, eficiência e inovação.

Estas medidas, embora necessárias, nem sempre são bem recebidas por todos, especialmente por aqueles que se habituaram a práticas ultrapassadas ou a benefícios indevidos dentro das estruturas administrativas.

Os dirigentes que optam por romper com hábitos nocivos e por introduzir uma nova cultura de transparência e rigor encontram, quase sempre, oposição de sectores que beneficiam do imobilismo.

Esta resistência manifesta-se sob várias formas, desde críticas infundadas até tentativas de descredibilização pública. No entanto, é precisamente nesses momentos que se revela o verdadeiro compromisso com o serviço público e com a integridade das instituições.

O combate aos vícios administrativos não é um acto de vaidade, mas um gesto de responsabilidade. Reformar significa corrigir distorções, optimizar recursos e devolver confiança à sociedade.

Quando um dirigente escolhe este caminho, ele coloca o interesse colectivo acima de qualquer conveniência pessoal, e essa escolha deve ser reconhecida e apoiada.

O país precisa de líderes que enfrentem os desafios com serenidade e firmeza, conscientes de que mudar estruturas é um processo que incomoda, mas que produz resultados duradouros.

A história mostra que a resistência à mudança é passageira, mas a justiça, a disciplina e a boa governação permanecem como heranças de valor incalculável.

Por isso, é fundamental que a sociedade apoie e valorize todos aqueles que, com ética e determinação, se propõem a pôr fim aos vícios que minam o funcionamento das instituições públicas.

Só assim se consolida um Estado mais forte, mais eficiente e verdadeiramente comprometido com o bem comum.

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