A diplomacia económica do Presidente João Lourenço – Muzangueno Alione
A diplomacia económica do Presidente João Lourenço - Muzangueno Alione
Muzangueno Alione

O imediatismo criado em torno da publicação feita na página da Presidência da República no Facebook, pela a má interpretação [proposital] da imagem da sede das Nações Unidas em Nova York com uma legenda que apelava aos angolanos promoverem a boa imagem do seu país, ao que se segue uma “avalanche” de memes e desinformação. Exemplificam bem o estado de ignorância coletiva em que nos encontramos.

Mesmo os órgãos de comunicação social (com as justas excepções) e a própria comunicação institucional [do governo] pouco fazem para esclarecer o mérito e a importância daquela que tem sido uma das principais bandeiras de governação do Presidente da República: a Diplomacia Económica.

O foco recai sempre ao superficial. Que voo utilizou, quantos integrantes da delegação, qual general apanhou chapada, quantos carros de vacina recebeu?, e por aí vai. Seguindo-se de novo os memes, deixando em segundo plano os ganhos estratégicos, a necessidade e relevância desta campanha diplomática e os ganhos materiais e imateriais alcançados, bem como os seus benefícios no curto, médio e longo prazo. É nisso que prefiro me focar.

No plano material, a intensa atividade do presidente representou o financiamento de 500 milhões de dólares de uma instituição de crédito do Reino Unido, bem como a emissão de um valor superior a 3 bilhões de Eurobonds. Além disso, esta campanha diplomática permitiu angariar financiamentos no valor de 11,2 mil milhões de dólares (9.572 milhões de euros) a que se juntam mais 579 milhões de euros de financiamento de Portugal e da França, perfazendo um total de 10.150 milhões de euros.

No plano imaterial, a política externa de Angola tomou posições em tribunas como as das Nações Unidas, onde a voz do Presidente João Lourenço foi ouvida nos fóruns mundiais sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Essas ações ajudaram a melhorar a imagem de Angola no cenário internacional e a atrair investimentos estrangeiros para o país. Atualmente, Angola é o terceiro país mais atraente para captar investimento estrangeiro na região subsaariana, ficando atrás apenas da Nigéria e da África do Sul.

Um exemplo visível é a instalação da primeira e única fábrica de produção de tratores agrícolas, com capacidade de produzir três mil unidades por ano, um investimento de 65 milhões de dólares dos Emirados Árabes Unidos, instalado na zona económica especial (ZEE) de Luanda-Bengo, inaugurado em 2020 pelo Presidente.

Existe o argumento de que os benefícios não são visíveis. Mas visíveis para quem? Para alguém que ganha como funcionário fantasma em Angola e fica radicado em Portugal a comprar euros para assistir Netflix, fazer vídeos no TikTok e patrocinar páginas no Facebook para denegrir a imagem do seu próprio país e criar agitação social?

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