
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, falava na sua passagem pelo Chinguar província do Bié, ao seu regresso de Lopitanga, das exéquias do Secretário Nacional para o Património da UNITA, Araújo Kacyke Pena, falecido em Luanda, no passado dia 19 de Abril em Luanda, tendo sossegado os militantes do seu partido, onde defendeu que, a legalização do PRA-JA não deve ser um problema para os militantes da UNITA.
Na ocasião, Adalberto Costa Júnior considerou ainda que o partido vive um momento de grandes desafios, sustentando que o governo que temos não respeita a opinião pública nacional.
“Dizer que os tempos que nós temos são de grandes desafios, e nós temos que dividir entre o trabalho no interior do país e o trabalho no exterior do país. Infelizmente o governo que temos não respeita a opinião pública nacional, não respeita. E, se nós não tivermos o cuidado de trabalhar internacionalmente as parcerias, é tudo muito mais difícil. E, isto obriga-nos a ter que dividir o investimento entre o trabalho no interior e o trabalho no exterior do país”, realçou o presidente da UNITA.
Para o líder da UNITA, “o país não está bom, aquilo que nós temos hoje de conhecimento claro da realidade: o país não está bom. E, o país devia estar bom, porque o país está de novo a ter o petróleo em alta, há muito dinheiro na mão do governo; mas o dinheiro não chega às pessoas, não chega ao cidadão”.
“Chega à vocês o dinheiro? Têm mais empregos? Têm melhor educação? Água e luz de qualidade? Não temos!”, realçou Adalberto Costa Júnior, acrescentando que, “não temos também o diálogo da coesão interna. Não temos! A liderança que o país tem hoje é uma liderança de costas viradas para a coesão, pensa partido: não pensa país. E, é por isso que temos muito trabalho de fazer pela frente”.
Falando sobre a Frente Patriótica Unida – FPU, o responsável da UNITA disse que, a Frente Patriótica Unida não acabou, e sossegou os militantes e membros do seu partido que, a questão da legalização do PRA-JA não deve ser um problema para os militantes da UNITA.
“A Frente Patriótica Unida não acabou. Não acabou! A UNITA, o PRA-JA, e o Bloco Democrático fazem parte da Frente Patriótica. Nós temos um acordo, quando nós assinamos o acordo, nós decidimos que cada um que faz parte mantém os seus valores originários dentro da Frente. A UNITA não pára de fazer o seu trabalho de mobilização em prol da UNITA, o PRA-JA também, o Bloco também; mas unidos representamos uma força acrescida, maioritária”.
“Então, não deve existir um problema para nenhum de nós. Se ouvirmos dizer, por exemplo, o PRA-JA está a procurar a sua legalização: não é um problema para mim, não deve ser um problema para os militantes da UNITA. Entendemos bem? Não deve ser. Vamos continuar a fazer o nosso trabalho. Mas, a Frente Patriótica Unida continua a meter medo ao regime. Se continua a meter medo ao regime, é porque ainda tem validade acrescida”, assegurou o responsável da UNITA.
in Unita Angola