
Há muito que evito viajar na TAAG. Infelizmente, por motivos imperiosos (raras são as companhias aéreas internacionais interessadas em operar para Angola), não tive outro remédio senão viajar na famigerada companhia.
Para meu espanto, na manhã de hoje, 21 de Setembro de 2025, havia uma única fila, com quatro balcões, para viagens com destino a cinco cidades internacionais, nomeadamente: Cape Town, Lagos, Maputo, São Paulo e Windhoek.
Longe vão os tempos em que a TAAG foi gerida pela Emirates, por proposta do visionário e então ministro Augusto Tomás.
Todavia, como os cortes nos gastos supérfluos, nas “boleias” (não pagantes), bem como a supervisão e fiscalização não agradaram aos “comilões habituais”, estes conseguiram “roer a corda”, o que culminou com o fim do contrato e o pedido de demissão do coordenador da gestão.
O mais grave é que a gestão da Emirates tirou a TAAG dos prejuízos crónicos e devolveu-lhe brilho e esperança.
Voltamos aos tempos do mandato do Presidente Agostinho Neto, em que qualquer um servia para dirigir qualquer pelouro. Não era necessário adequar o perfil: tudo é político. Basta ter consultores estrangeiros.
Por isso, a TAAG – tal como os sectores-chave públicos e privados – está entregue a consultores externos. Aliás, durante muito tempo, a companhia operou com tripulação totalmente estrangeira.
O resultado? A TAAG apenas piorou. Para agravar a situação, os SME dispunham apenas de dois balcões a funcionar.
Lá vão os tempos em que, mesmo em plena guerra, eu sentia prazer e orgulho em entrar nos aviões da TAAG e viajava tranquila, por me sentir em excelentes mãos. Os nossos garbosos e competentes comandantes e mecânicos de voo enchiam-me de orgulho.
E agora, em tempo de paz, pioramos?
TAAG, quo vadis?
*Jurista