
Um inquérito para apurar a veracidade da morte de três alunos do Instituto de Pescas (CEFOPESCAS), por afogamento, durante uma aula prática, no último fim-de-semana, na praia do KM-32 no Distrito Urbano dos Ramiros, foi aberto segunda-feira.
Segundo as informações em posse do Imparcial Press, as vítimas eram colegas de turma (estavam no 3.º ano/ classe 12º) no curso de Tecnologia do Pescado, são: Vida Nicolau, Rosária Efésios Diogo e Manuel Cuango Beirão, mais conhecido por Lú, com idades de 18 e 19 e 21 anos.
Uma das vítimas, Rosária Efésios Diogo, ainda foi resgatada com vida, mas acabou por sucumbir momentos depois no local, enquanto os corpos dos outros dois jovens foram removidos apenas no dia seguinte.
Fazem parte da comissão de inquérito, peritos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), bem como responsáveis das administrações do Distrito Urbano dos Ramiros, da comuna da Barra do Cuanza e do sector da educação.
Em declarações hoje à Agência Angola Press, o administrador da comuna da Barra do Cuanza, Dilcio Ramos, disse que para além de determinar as causas, o processo deverá apurar os responsáveis que deveriam ter precavido a situação.
Informou também que as famílias beneficiaram de apoio para os funerais das vítimas. Uma das vítimas já foi sepultada, enquanto o funeral de outras duas acontece amanhã, quarta-feira, 10 de Maio, em Luanda.
O Instituto Politécnico de Pescas, inaugurado em 2020, está localizado entre a EN-100/sul e a praia das Palmeirinhas, na comuna da Barra do Cuanza, a 60 quilómetros do centro da cidade de Luanda.
Está equipado com modernas edificações, composto por um edifício principal com salas para aulas teórico-práticas, três laboratórios, biblioteca, oficinas de simulação técnica e área administrativa, com gabinetes para professores.
Conta ainda com uma estação de rádio e simuladores do sistema mundial de socorro e segurança marítima.
Para as aulas práticas tem uma piscina (inoperante), oficinas de pesca e tratamento, carpintaria naval, motores, soldadura e mecanização, além de contar com um barco-escola.
O complexo conta ainda com refeitórios e edifícios para 310 alunos em regime de internato e 24 residências do tipo T3 para professores e espaços para desporto e lazer.