ACNUR encerra escritórios em Angola por escassez de fundos
ACNUR encerra escritórios em Angola por escassez de fundos
Emmanuelle Mitte

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) vai encerrar os seus escritórios em Angola, a partir do último trimestre deste ano, devido à escassez de fundos, causada pela redução de doações e/ou financiamentos.

A informação foi avançada esta segunda-feira, no Dundo, pela representante do ACNUR em Angola, Emmanuelle Mitte, que acompanhada do embaixador do Reino Unido em Angola, Baharat Joshi e representantes das embaixadas da China e de França, manteve um encontro com o vice-governador para o sector Social, Político e Económico da Lunda-Norte, Frederico Barroso.

Uma delagação do ACNUR e das embaixadas do Reino Unido, da França e da China visitam à Lunda-Norte, para se inteirarem da actual situação dos refugiados assentados no Lóvua e, posteriormente, definirem fundos para a sua assistência.

Sobre o encerramentos dos escritórios do ACNUR em Angola, propriamente nas províncias de Luanda (Capital) e da Lunda-Norte, Emmanuelle Mitte esclareceu que se deve à conjuntura global, já que a organização se debate com limitações financeiras, que afectam significativamente as suas acções de assistência aos refugiados e ao seu funcionamento integral.

Assegurou que o encerramento dos escritórios não condicionará o apoio do ACNUR ao governo angolano, relativamente à assistência aos mais de 56 mil refugiados, já que se prevê a abertura de um escritório na África do Sul que irá supervisionar as actividades do ACNUR em Angola.

Acrescentou que estão, igualmente, a ser mobilizados alguns fundos para se criar um pequeno escritório em Angola, com dois oficiais nacionais, após o encerramento dos actuais escritórios.

O assentamento do Lóvua controla mais de seis mil refugiados, dos 35 mil refugiados da República Democrática do Congo (RDC) que, em Maio de 2017, procuraram refúgio e segurança em Angola, fugindo de actos de violência na zona do Kasai, uma crise que levou à declaração de uma situação de emergência.

Em Angola, o ACNUR controla um total de 56 mil refugiados de diversas nacionalidades, maioritariamente da RDC.

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