
O activista André Miranda, detido desde 28 de julho de 2025, durante a cobertura da greve dos taxistas em Luanda, encontra-se actualmente sem representação legal, após a sua advogada ter abandonado o processo por falta de pagamento de honorários.
De acordo com um comunicado enviado esta sexta-feira (31) à redação do Imparcial Press por um grupo da sociedade civil que acompanha o caso, a família do activista não dispõe de recursos financeiros para custear a defesa, situação que agrava a sua vulnerabilidade jurídica.
André Miranda permanece preso na Comarca de Viana, em Luanda, sem julgamento e em condições consideradas degradantes.
Testemunhos indicam que o activista está muito magro e debilitado, resultado da privação de banho de sol e das más condições a que está sujeito.
O documento recorda que o activista foi detido de forma arbitrária enquanto exercia o seu direito à informação, documentando os protestos da greve dos taxistas, que resultaram em mais de 40 mortos, centenas de feridos e cerca de 1.500 detenções em dez províncias do país.
Segundo relatos de familiares e colegas, André Miranda foi levado sem qualquer notificação oficial e permaneceu desaparecido durante quatro dias, antes de ser localizado na 19.ª Esquadra do Cazenga (Cantinton).
O activista terá permanecido cerca de um mês em celas sobrelotadas e insalubres, antes de ser transferido para a Comarca de Viana, onde continua detido.
As organizações signatárias do comunicado apelam à solidariedade de advogados, bem como de entidades nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos, para que seja prestado apoio jurídico urgente ao ativista.
“A luta pela libertação de André Miranda continua a ser uma causa de todos os que acreditam na dignidade humana, na justiça e na liberdade”, conclui a nota.