Adão de Almeida já está apresentar-se como candidato do MPLA – Raul Diniz
Adão de Almeida já está apresentar-se como candidato do MPLA - Raul Diniz
Adão de Almeida

É assim que o cidadão angolano viu a face do ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência na TPA. Isso é, para sequer falar sobre a TPA, o lugar em que o ministro de Estado deu a sua pretérita entrevista enviesada e totalmente destorcida, sem realismo e sem verdade alguma.

Adão de Almeida, totalmente alheio ao sofrimento dos angolanos, tentou vender um peixe com cheiro nauseabundo.

O entrevistado parecia confuso, mas, com o amparo das camaras camaradas da TPA, tentou demonstrar serenidade ao transmitir o ar da sua graça, apesar de desdizendo o que foi documentalmente escrito no diploma legislativo da Lei Eleitoral, apresentada no plenário da Assembleia Nacional (AN) em que foi aprovada na generalidade.

No documento apresentado pelo Executivo na AN, dizia que o eleitor após votar estaria obrigado a ficar 1000 metros de distância, do local onde votou. Isso, significa dizer, que o eleitor terá de se locomover 1 km do local de onde vota.

Ao responder a essa questão, o entrevistado respondeu manhosamente ao (jornalista) perguntador treinado, que a actual lei diz, que, o eleitor, só não pode permanecer no recinto de votação após votar! Mas, a entrevista foi dada para esclarecer textualmente cada capítulo contestado da nova lei!

Ao ministro faltou explicar o motivo do eleitor ficar a mil metros do local de votação! Essa derrapagem do ministro de João Lourenço, não passou desapercebida aos telespetadores atentos, e que de certo modo aguardavam expectantes a possíveis divergências antagónicas, e ou manobras que certamente aconteceriam durante a entrevista.

E assim aconteceu. Durante a entrevista, ficou claro, que Adão de Almeida é o criador, dono e feitor do novo pacote legislativo da lei eleitoral.

Essa questão dentre outras controvérsias defeituosas da nova lei, sinalizaram que Adão de Almeida usa abusivamente o pacote da lei eleitoral, como material comprovadamente propagandista, que poderá eventualmente mostrar ao presidente do MPLA, que ele é o exponente máximo para ser indicado como putativo candidato a Presidência da República.

De facto, Adão de Almeida é um exímio malabarista, ensaísta e promotor da juridicidade criativa no MPLA de João Lourenço. Durante a entrevista, ele não se apresentou apenas como ministro de Estado e Chefe da Casa Civil. Ele era o oportuno candidato, o homem que o MPLA precisa.

Segundo o que ficou subentendido nas entrelinhas, o ministro deixou pistas de ser ele o candidato experiente, e com o domínio absoluto dos fundamentos do pacote da nova lei eleitoral. O ministro mostrou na prática, que possui em mãos os mecanismos da projectada fraude eleitoral já em curso.

No meu entender, Adão de Almeida deixou a dica que ele representa o que de melhor o MPLA possui, para ludibriar e contornar a lei e assim legalizar o roubo das eleições em 2027.

Pior de tudo, é verificar que o país está paralisado, impávido e sereno assistindo a banda emepelista passar, cantando rumbas clamorosos de amor ao roubo do erário, ao sequestro da lei e da Constituição.

Em suma, o ministro está a ferro e fogo na campanha a predestinada indicação ao cargo de Presidente da República. Outros camaradas seus, como Manuel Homem e Mara Quiosa, estão igualmente na corrida, em busca do apoio do chefão.

Todos os que em véspera de o Tribunal da Relação impedir ilegalmente que a Ordem dos Advogados discutisse o mesmo pacote da lei eleitoral, Manuel Homem fez a sua fragilizada demonstração de força, ao deixar-se filmar e fotografar, junto aos blindados e carros de assalto, dentre outro material bélico, adquiridos pela Polícia Nacional, para agredir e reprimir com violência o pacífico povo indefeso.

Por outro lado, a vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, não se deixou ficar por menos, de bacia com fuba na cabeça, passeou-se pela praça após outra infame representação, de vê-la empunhar um ferro de engomar eléctrico ligado a um gerador, com a tábua de passar em posição, engomou, ou seja, passou a ferro roupas esfarrapadas de gente que desconhece o mundo real em que ela vive.

A vice-presidente do MPLA pretendeu com isso enviar as multidões a mensagem que o MPLA está com o povo, e em especial com as quinguilas.

Tudo não passou de teatro saloio mal encenado com mentiras mal elaboradas a mistura. Tudo isso, com o fito de levar ao engano o povo, que de si, já se encontra demasiado fragilizado, porém esperto e ressabiado. Toda fanfarra foi feita em nome da manutenção do poder pelo poder.

Cabe agora aos angolanos neutralizar o viciado jogo, de cartas marcadas, protagonizado pelo MPLA e seus parceiros internacionais e nacionais, sem esquecer o apoio certíssimo dos partidos satélites seus apaniguados.

O cidadão atento notou um certo nervosismo e medo no rosto dos concorrentes apressados ao trono maior da República. Percebe-se que estão perdidos e sem norte. Pois, todos eles têm consciência que dependem única e exclusivamente da fraude. Não têm outra saída, nada mais existe que os salve.

Apesar de todos eles saberem que ninguém mais em Angola aceita engolir outro roubo eleitoral, nenhum dos concorrentes ao cadeirão maior da República, abre mão do roubo eleitoral, essa é a única maneira de chegarem a Presidência da república.

É penoso que assim seja, apesar da tenra idade cronológica de Adão de Almeida e pares, nota-se-lhes nos semblantes, o medo e preocupação de um futuro incerto.

Mas, caso insistam em roubar as eleições, subsistirá sobre eles, a infortuna marca mortal da malignidade da besta. Tão novos e já tão batoteiros e enganadores farsantes…

Estamos juntos!

*Analista político

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