
A administradora municipal da Ingombota, Milca Caquesse, anunciou na terça-feira, 02, que centenas de residências precárias na zona da Boavista, em Luanda, serão demolidas em 2026, num processo que incluirá o realojamento das famílias afetadas.
A governante, que falava à margem da visita de campo realizada pelo governador provincial de Luanda, Luís Nunes, afirmou que a decisão surge como medida urgente para garantir a segurança e dignidade das famílias que vivem em condições consideradas “extremas”.
“A população não pode continuar a viver naquelas condições. Vamos demolir as residências já identificadas e realojar as famílias em espaços mais adequados”, declarou Milca Caquesse, sem avançar detalhes sobre o plano de realojamento.
A administradora reconheceu que novas construções improvisadas surgiram desde o último levantamento, motivo pelo qual o cadastramento das famílias será atualizado antes do início das demolições.
Apesar da necessidade de intervenção, Caquesse alertou para a escassez de espaços disponíveis no município, o que ainda limita a implementação de projetos habitacionais de grande escala.
Paralelamente ao anúncio, a responsável destacou o reforço dos programas sociais e comunitários, com foco no saneamento básico, empreendedorismo juvenil e construção de novas infra-estruturas.
Entre as ações já em curso, apontou a reparação das escolas T12 e 1201, financiadas integralmente com recursos da administração municipal e a revitalização do Parque Zé Du, que deverá aumentar a oferta de espaços de lazer na comunidade.
A visita do governador Luís Nunes ao município da Ingombota teve como objetivo avaliar o estado das infra-estruturas públicas, vias de acesso e acompanhar o andamento das obras em execução.
As demolições, previstas para 2026, deverão marcar uma nova fase de requalificação urbana na Boavista, um dos bairros mais problemáticos e densamente povoados da capital.