
Na província do Moxico, a Administração Municipal de Luchazes apresentou uma queixa-crime, junto dos órgãos de justiça, contra as empresas de construção “Organizações Zanji”, “Yamba Yamba Campenda Lda.” e “Nyawami – prestações e serviços”, por incumprimentos contratuais na execução do PIIM nessa região, que terminaram apenas um dos sete projectos inscritos, cinco anos depois de o Governo ter lançado o plano.
O anuncio foi feito, esta quarta-feira, pelo administrador dos Luchazes, Quintas Miúdo Sempieca, afirmando que os projectos passavam pela construção de escolas, unidades sanitárias e sistema de abastecimento de água do município que dista a 356 qulómetros a sul da cidade do Luena, capital da província.
De acordo com o responsável, 82 por cento do valor global correspondente a um mil milhão, 231 milhões, 420 mil kwanzas já foi pago às respectivas empresas, sendo que apenas uma escola (na comuna do Muie), até agora, foi concluída, manifestando insatisfação pela incapacidade técnica e financeira das empresas.
Entre as empresas acusadas de incumprimento, constam a “Organizações Zanji”, de ter abandonado a obra de uma escola de sete salas de aula na comuna do Tempué, bem como a “Alvunge Constrói” responsável da construção do Centro de Saúde da comuna do Muie, orçado em mais de 103 milhões de kwanzas.
A empresa Yamba Yamba Campenda, Lda., que apesar de ter beneficiado de 96 por cento das verbas, é acusada de paralisar o projecto de seis pequenos sistemas de captação e distribuição de água, por incapacidade financeira para continuidade do projecto.
Já a empresa Nyawami prestações de serviços, com sede domiciliada em Luanda é responsável pela paralisação do projecto de colocação de 100 postes de iluminação pública na vila de Cangamba, tendo efectuou apenas 60 por cento do trabalho, apesar de beneficiar de todo pagamento, equivalente a mais de 128 milhões de kwanzas.
Ao todo, após cinco anos do lançamento deste programa do Governo, a província viu concluídas apenas 79 acções, sendo que 32 encontram-se paralisados, enquanto três nunca tiveram início, tendo consumido 83 por cento, dos 32 mil milhões de kwanzas alocados.
Recentemente, o director do Gabinete de Estudo e Planeamento e Estatística, Osvaldo Dias, disse que foi desenvolvido um trabalho apurado com a direcção nacional de Orçamento de Estado, tendo permitido a catalogação dos referidos projectos, para beneficiarem de reforço financeiro.