
A administradora municipal de Quilenda, Elizabeth Monteiro Cajiza Gonçalves, já envolvida em alegações de nepotismo, enfrenta agora graves acusações de má-gestão e peculato, segundo apurou o Imparcial Press.
Recentemente, Elizabeth Gonçalves anunciou a ampliação e apetrechamento de uma escola primária na localidade de Cagir, com três salas de aula, na sede municipal de Quilenda, província do Cuanza Sul.
A obra, financiada pelo Plano Integral de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza (PIDLCP), está a cargo da empresa de construção civil Chivindikia – Empreendimentos, ligada a pessoas próximas à administradora, e terá um custo de 35 milhões de kwanzas.
Alguns munícipes, ouvidos pelo Imparcial Press, expressaram preocupação quanto ao custo da obra, acreditando que o valor foi exageradamente inflacionado. “Isso é um roubo descarado. Não é possível uma obra desta dimensão custar isso tudo”, declarou um dos entrevistados.
Fontes do Imparcial Press revelam que a gestão de Elizabeth Gonçalves na Administração Municipal de Quilenda tem sido marcada por má-gestão e alegados desvios de fundos.
“Ninguém diz nada porque ela gozava de protecção do exonerado governador provincial Job Capapinha”, disse uma fonte, acrescentando que “suspeitamos que os dois mantinham uma relação além de profissional, porque ela tem gerido mal o dinheiro do povo, colocando tudo no seu bolso”.
Adicionalmente, Elizabeth Gonçalves é acusada de transformar a residência oficial, o palácio municipal, numa residência familiar onde vive com sobrinhos, irmãs e primos.
“Quando recebe visitas de entidades superiores do município, manda todos saírem para irem ficar noutra residência perto do palácio. Isso é uma vergonha!”, exclamou um munícipe.
Na semana passada, o Imparcial Press noticiou que Elizabeth Monteiro Cajiza Gonçalves está no centro de uma polémica após alegações de nepotismo e má administração.
A administradora é acusada de transformar a administração da província do Cuanza Sul numa “quinta familiar”, nomeando parentes para posições de chefia em algumas comunas, em clara violação da legislação vigente.
Fontes revelam que a administradora colocou primos e primas que trabalhavam no seu gabinete em Quilenda como chefes de secções na comuna do Quirimbo, a 15 quilómetros da sede do município.
De acordo com as normas legais, apenas funcionários públicos efectivos podem ocupar tais cargos. No entanto, esses familiares continuaram a receber salários da folha de pagamento da comuna, sem nunca terem assumido funções no Quirimbo, permanecendo na sede de Quilenda.
A situação tornou-se insustentável quando a informação se tornou pública. Pressionada pela repercussão negativa, a administradora foi obrigada a exonerar os parentes, mas numa reviravolta controversa, Elizabeth Gonçalves reintegrou-os no seu gabinete na administração municipal.
As denúncias contra a administradora de Quilenda continuam a crescer, aumentando a pressão para uma investigação mais aprofundada sobre a sua gestão e as suas práticas administrativas.