Administrador da Maianga diz que venda desordenada é um câncer em Luanda
Administrador da Maianga diz que venda desordenada é um câncer em Luanda
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O administrador do Distrito Urbano da Maianga, José de Oliveira Castro, considerou, esta segunda-feira, a venda ilegal e desordenada como “um verdadeiro câncer a nível da capital do país, que está a ser combatido com sucesso”.

A propósito da realidade da sua jurisdição, o responsável sublinhou que tal comércio ocorre com visíveis transgressões administrativas, agride a imagem da capital e periga a saúde pública.

José de Oliveira adiantou que para se reordenar a venda informal, sobretudo no casco urbano, o governador provincial de Luanda, Manuel Homem, orientou a criação de equipas multissectoriais, com fiscais e agentes da polícia.

Salientou que o combate já começou, com resultados agradáveis e notórios, por exemplo, em toda a extensão da rua Cónego Manuel das Neves, no São Paulo, até à avenida Ngola Kiluanje, no Hoji-ya-Henda, município do Cazenga.

Quanto ao Distrito Urbano da Maianga, José de Oliveira Castro informou que a administração realizou, na última terça-feira, no Mártires do Kifangondo, uma reunião de sensibilização com os comerciantes muçulmanos da zona.

“A venda desordenada é um câncer na província de Luanda, daí que o governador provincial orientou a criação de uma equipa multissectorial, com fiscais e polícias, para se reordenar as vendas na capital”, destacou.

Na Maianga, referiu, o processo de reorganização iniciou já no mercado da Teixeira, no bairro Cassequel, seguindo-se depois para o Mártires do Kifangondo, onde persistem a venda informal nas ruas e roulotes em passeios.

Quanto à venda ilegal de moedas estrangeiras, sobretudo dólares, nas ruas do Mártires de Kifangondo, José de Oliveira afirma que “a situação é crime e um caso de polícia, não da administração do Distrito como se pensa”.

“Mas a Administração da Maianga tem um plano de trabalhar com a Polícia de Ordem Pública, Serviços de Investigação Criminal (SIC), Segurança e outras forças para acabar com estas práticas, mesmo não sendo da sua responsabilidade combater directamente”, frisou.

Dados do Governo Provincial de Luanda atestam que existem, no município de Luanda, 13 mercados com 2800 vagas; em Cacuaco, 21 mercados com 14.262 vagas; e no Cazenga, 12 mercados, com 39.479 lugares disponíveis.

No Icolo e Bengo há 3 mercados, com 750 vagas; no município de Belas, 22 mercados, com 7.683 vagas; na Quiçama, 08 mercados, com 386 vagas; no Kilamba Kiaxi, 16 mercados, com 3.397 vagas.

Já em Talatona exiatem 16 mercados, com 3.846 vagas; e Viana, com 33 mercados e 4.100 vagas, perfazendo um total de 144 mercados e 76.800 vagas disponíveis em toda a província de Luanda.

A venda de produtos a grosso em zonas urbanas, na província de Luanda, está proibida desde o dia 7 de Junho no âmbito do reordenamento da actividade comercial, uma medida levada a cabo pelo Governo Provincial de Luanda (GPL).

Através deste programa o Governo encerrou, desde o dia 26 de Maio, pelo menos 230 estabelecimentos comerciais nos distritos do São Paulo, Hoji-ya-Henda e Kikolo, prometendo proibir o comércio a grosso em todas as zonas onde não é permitida essa actividade comercial.

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