Afastamento de Aksana Panzo dos ecrãs levanta dúvidas após críticas a dados oficiais
Afastamento de Aksana Panzo dos ecrãs levanta dúvidas após críticas a dados oficiais
Aksana Panzo

A ausência prolongada da apresentadora Aksana Panzo dos ecrãs televisivos angolanos tem suscitado interrogações, alimentadas por um episódio ocorrido em 2022, quando contestou publicamente dados avançados pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, sobre o acesso da população à água potável e à electricidade.

Conhecida pela postura frontal e pelo discurso directo, Aksana Panzo, então apresentadora da Palanca TV, contrariou numa edição do programa Polémica uma declaração do governante, que afirmara, em entrevista à TV Zimbo, em Julho de 2022, que cerca de 80% da população angolana tinha acesso à água potável e à energia eléctrica.

A então apresentadora considerou que os números não correspondiam à realidade vivida pela maioria dos angolanos e insinuou que o ministro poderia não estar em plena lucidez ao prestar tais declarações.

Pouco tempo depois, Aksana Panzo deixou de apresentar o programa Consultas Médicas, tendo sido substituída sem explicações públicas, o que gerou especulação entre telespectadores quanto a uma eventual ligação entre o seu afastamento e a intervenção crítica.

As dúvidas adensaram-se após a extinção da Palanca TV, numa fase em que decorria o processo de integração de profissionais do canal na Televisão Pública de Angola (TPA), do qual a apresentadora acabou por não fazer parte, ao contrário de outros colegas.

Desde então, o seu desaparecimento gradual dos ecrãs continua a ser questionado por fãs e admiradores, sem que tenham sido apresentadas razões oficiais para o afastamento.

Nas redes sociais, Aksana Panzo mantém, contudo, uma postura crítica em relação à governação e à gestão pública, o que volta a alimentar especulações sobre eventuais pressões institucionais ou interferências externas.

Até ao momento, não há esclarecimentos públicos sobre se o afastamento resultou de uma opção pessoal e profissional, de uma exclusão no processo de enquadramento na TPA ou de consequências da sua crítica aos dados oficiais.

As dúvidas persistem, enquanto cresce a percepção de que algo relevante poderá ter ocorrido nos bastidores da comunicação social angolana.

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