
A África Austral passou a contar com um novo organismo de autorregulação da imprensa, o Southern African Press Councils, criado em Lusaka para responder à crise de confiança e aos desafios éticos no sector dos media.
A constituição do novo organismo foi formalizada com a adopção da “Declaração de Lusaka”, um instrumento orientador que visa responder aos desafios actuais do sector, como a desinformação e a crescente perda de confiança do público nos media.
O SAPC, segundo o informe enviado à redacção do Imparcial Press, reúne entidades de autorregulação da imprensa de vários países da região, incluindo o Provedor de Media da Namíbia, o Conselho de Imprensa da África do Sul, o Conselho Voluntário de Media do Zimbabwe, o Conselho de Autorregulação da Zâmbia, o Conselho de Media do Malawi, além de representantes do Botswana e de Eswatini.
Na liderança, foi eleito como presidente Loughty Dube, tendo como vice-presidentes Mbongeni Mbingo e Phathiswa Magopeni, formando uma equipa encarregue de operacionalizar o novo órgão regional.
A eleição de Mbongeni Mbingo foi particularmente destacada pelo Southern African Editors Forum, organização da qual é vice-presidente. O presidente do fórum, Willie Mponda, considerou a escolha um reconhecimento da sua liderança e experiência no sector.
O novo organismo deverá também articular-se com instituições regionais como a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e a União Africana, com vista ao reforço dos valores democráticos, da transparência e da responsabilização no espaço mediático.
Para o SAEF, a criação do SAPC representa um passo estratégico na construção de um ecossistema mediático mais credível, ético e alinhado com os princípios da boa governação na África Austral.